Site icon DeFato Online

Justiça nega pedido de exame de insanidade para homem acusado de matar a mãe

Justiça nega pedido de exame de insanidade para homem acusado de matar a mãe

Foto: Reprodução/Redes Sociais

O 1º Tribunal do Júri Sumariante de Belo Horizonte, rejeitou o pedido de instauração de incidente de insanidade mental feito pela defesa de Matteos França Campos, acusado de assassinar a própria mãe, Soraya Tatiana Bonfim França, em julho deste ano, na região da Pampulha.

Na decisão, a magistrada afirmou que não há elementos concretos que indiquem incapacidade mental do réu. Segundo ela, o exame só é autorizado quando surgem indícios de que o acusado não tinha plena consciência sobre o caráter ilícito do ato cometido. “O simples relato de problemas com jogos de aposta, sem qualquer documentação médica que o comprove, não é suficiente para levantar dúvida razoável quanto à sanidade do acusado”, apontou.

Com a negativa, o processo seguirá para as audiências de instrução e julgamento, agendadas para os dias 18 e 19 de novembro, quando serão ouvidas testemunhas e o próprio réu.

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou Matteos França Campos, de 32 anos, pelos crimes de feminicídio qualificado, ocultação de cadáver e fraude processual. De acordo com as investigações, ele teria estrangulado a mãe dentro do apartamento onde moravam, no bairro Santa Amélia, após uma discussão motivada por dívidas acumuladas com apostas e empréstimos.

Depois do crime, Matteos teria transportado o corpo até Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde o deixou sob um viaduto. Para despistar a polícia, ele registrou um boletim de ocorrência de falso desaparecimento e usou o notebook da mãe para enviar mensagens a amigos da vítima, simulando que ela ainda estava viva.

O corpo da professora foi encontrado em 20 de julho, coberto por um lençol e com sinais de queimaduras. Matteos, que à época trabalhava como assessor na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, foi preso temporariamente e confessou o crime durante o depoimento à Polícia Civil, alegando arrependimento.

O caso segue em tramitação na Justiça mineira e deverá ir a júri popular após a conclusão da fase de instrução.

Exit mobile version