O homem preso em flagrante após furtar um rabecão da Polícia Civil no Instituto Médico-Legal (IML) André Roquette, no bairro Gameleira, em Belo Horizonte, foi solto e vai responder ao caso em liberdade. A decisão saiu em audiência de custódia realizada neste domingo (29), dois dias depois do crime registrado na madrugada de sexta-feira (27).
O caso ganhou repercussão desde a manhã do furto, quando imagens de câmeras de segurança mostraram o suspeito invadindo a unidade, pulando o muro e levando a viatura oficial que estava estacionada no pátio do IML. O veículo foi recuperado horas depois na Grande BH, e o investigado acabou preso em seguida.
Na audiência de custódia, a Justiça reconheceu a legalidade da prisão em flagrante, mas entendeu que não havia elementos suficientes para converter a medida em prisão preventiva. Entre os pontos considerados estão o fato de o investigado não ter antecedentes criminais relevantes, possuir endereço fixo e responder por um crime sem violência ou grave ameaça.
Mesmo solto, ele terá de cumprir medidas cautelares, o homem está proibido de deixar Belo Horizonte sem autorização judicial, deve manter o endereço atualizado e precisa comparecer sempre que for chamado pela Justiça. A decisão foi tratada por parte da imprensa como concessão de liberdade provisória sem fiança.
Familiares do suspeito afirmaram que ele estaria em surto após tentar buscar atendimento para o filho, de 4 anos, que teria sido vítima de abuso sexual. Segundo essa versão, a família procurou o IML na noite anterior ao furto, mas não conseguiu realizar o procedimento pericial naquele momento.
Diante da repercussão, a Polícia Civil esclareceu que vítimas de crimes sexuais só são atendidas no IML mediante guia de exame pericial expedida por autoridade policial ou judicial, enquanto o atendimento médico e psicológico deve ser feito na rede de saúde.

