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Kalil decide não ampliar o funcionamento do comércio e ameaça lockdown em BH

Quarentena: apenas serviços essenciais funcionarão em Belo Horizonte

Foto: Divulgação/Federaminas

Pela segunda semana consecutiva, a Prefeitura de Belo Horizonte recuou no avanço da flexibilização do comércio. Nesta sexta-feira (19), o prefeito Alexandre Kalil (PSD) informou que o município vai manter em funcionamento apenas as atividades empresariais autorizadas nas fases 1 e 2 liberadas. No entanto, o chefe do Executivo ameaçou regredir a retomada se a população não contribuir com as medidas de prevenção ao novo coronavírus.

“Estamos seguindo uma regra correndo riscos. Gostaria de dizer para a população de BH que isso aqui não quer dizer que não fecharemos. Se a máscara continuar no queixo, se os churrascos continuarem acontecendo, não teremos problemas em fechar a cidade”, disse Kalil.

Em funcionamento

Com o anúncio, feito na tarde desta sexta-feira (19), continuam funcionando os estabelecimentos liberados na fase 1, que englobam as atividades dos salões de belezas, shoppings populares, papelarias, além de lojas de artigos domésticos, acessórios e peças de veículos.

E também as atividades autorizadas na fase 2, que contemplou o comércio varejista e atacadista de artigos usados; artigos esportivos, de camping e afins; calçados; artigos de viagens; artigos de joalheiras; souvenirs, bijuterias e artesanatos; plantas, flores e artigos para animais (exceto comércio de animais vivos); bebidas (sem consumação no local); instrumentos musicais e acessórios; objetos de arte e decoração; e tabacaria, armamentos e lubrificantes.

Como norma em todas as liberações, os estabelecimentos contemplados devem respeitar protocolos sanitários, como o uso obrigatório de máscaras, a exposição de cartazes educativos e o respeito ao distanciamento social.

Fases de reabertura

A prefeitura distinguiu os possíveis níveis de abertura do comércio em seis etapas. As quatro últimas se referem a cenários em que o estabelecimentos considerados não essenciais podem funcionar:

Lockdown: nível máximo de fechamento, cogitado caso haja piora expressiva nos indicadores epidemiológicos de BH;
Fase 0: cenário implementado em 18 de março, em que apenas comércios essenciais podiam funcionar;
Fase 1: cenário implementado em 25 de maio, com reabertura de salões de beleza (exceto clínicas de estética), shoppings populares e comércios varejistas;
Fase 2: cenário que se iniciou em 8 de junho;
Fase 3: cenário com maior abertura que a etapa anterior. Será implementado caso os índices epidemiológicos e estruturais sejam favoráveis;
Fase 4: cenário de reabertura máxima do comércio, que só será implementado caso os índices epidemiológicos e estruturais sejam favoráveis.

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