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Lavagem de dinheiro e laboratório do tráfico: polícias esclarecem operações em Monlevade

Investigador Anderson, delegados Camila Alves e Paulo Tavares, tenente Ezaquias e investigador Eliel durante coletiva - Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

Uma lanchonete usada para lavagem de dinheiro do tráfico, laboratório de refino de cocaína, dois homens presos e materiais apreendidos. Esse foi o resultado da Operação Degustar, coordenada pela Polícia Civil em Monlevade. A operação ficou a cargo da delegada adjunta da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil de João Monlevade (4ª DRPC), Camila Batista Alves e do inspetor Anderson  de Assunção. Além deles, participaram da operação 28 policiais civis.

Parte do material apreendido em operações conjuntas das polícias Militar e Civil – Foto: Divulgação/PCMG

O nome “Degustar” é em referência a uma lanchonete, localizada em frente a Caixa Econômica Federal, em Carneirinhos, região central da cidade. Segundo Camila Alves, o local era usado pelos dois sócios para lavagem de dinheiro, em suma proveniente do tráfico de drogas. Como já noticiado em primeira mão pela DeFato, eles foram presos na manhã desta quarta. A informação foi passada em coletiva de imprensa, com a presença do delegado regional Paulo Tavares, do 2° tenente da Polícia Militar, Ezequias Silva Rodrigues, do inspetor Anderson e do investigador Eliel Martins Campos. Importante destacar que as polícias Militar e Civil deflagraram a Operação Ressurreição, de combate ao tráfico de drogas.

Segundo a delegada, as prisões foram em flagrante, durante cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão. Os suspeitos foram presos em suas respectivas casas. Já na lanchonete foram encontrados R$12,8 mil em dinheiro, bem como notas de dólar. Todo o valor estava em um cofre. O quarto mandado foi cumprido em uma kitnet, localizada em frente a Praça Neném do Lindinho. O local era usado para refino de cocaína. “Não há imobiliário na kitnet. A proprietária nos informou inclusive que não deixavam ela entrar no imóvel”, explicou a delegada. Já o inspetor Anderson informou que foram apreendidos nos diferentes endereços materiais próprios do tráfico de drogas, bem como relógios avaliados em R$20 mil. Uma Fiat Toro e uma moto Hornet também foram apreendidos. A Polícia Civil destacou ainda que era movimentado pelos dois suspeitos cerca de R$200 mil por mês em operações do tráfico.

Preso novamente

Ainda durante a coletiva, foi citado que um dos sócios já havia sido preso pela PM por tráfico, no início deste ano. Questionado sobre o motivo dele estar em liberdade, o delegado Paulo Tavares esclareceu: “Foi devido o coronavírus. Esse vírus tem poder até de conceder habeas corpus”, lamentou o delegado regional de João Monlevade. Os dois suspeitos responderão por tráfico de drogas e associação ao tráfico. Eles estão no presídio do município.

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