Site icon DeFato Online

Legislativo questiona retirada de cobradores e aponta riscos para motoristas no transporte coletivo de Itabira

Legislativo questiona retirada de cobradores e aponta riscos para motoristas no transporte coletivo de Itabira

Foto: Giovanna Victoria/DeFato

Durante a reunião ordinária da Câmara Municipal de Itabira, na última terça-feira (11), vereadores se manifestaram contra a retirada gradual dos cobradores de ônibus do transporte coletivo municipal. O debate foi motivado após a secretária do Clube de Mães do bairro Santa Ruth, Geralda Figueiredo Soares, utilizar a palavra aberta na reunião de comissões da última segunda-feira (10), para questionar a medida adotada pela Viação Itabira (Vita), que vem sendo percebida por passageiros em diferentes linhas desde o último mês.

O vereador Cidnei Rabelo (PL), conhecido como Didi do Caldo de Cana, se solidarizou com a mobilização e informou que uma reunião será marcada com representantes do Clube de Mães do bairro. “O povo tem me procurado perguntando: cadê os subsídios, os milhões de reais repassados para a empresa para melhorar o atendimento à população? O serviço continua o mesmo ou até pior, e agora sem os cobradores. Isso aumenta o excesso de serviço para os motoristas e traz risco para idosos e cadeirantes”, pontuou.

Bernardo Rosa (PSB), outro membro do Legislativo explicou que o subsídio municipal ao transporte coletivo não se trata de repasse direto de recursos à empresa, mas da diferença entre o valor real da passagem e o que é cobrado ao usuário. “Se a passagem é R$7 e o município paga R$4, o usuário paga R$3. O que precisamos verificar é se, na composição dessa planilha, estavam incluídos os salários dos cobradores. Se estavam, e agora eles foram demitidos, é preciso rever o valor da passagem ou reduzir o subsídio. Isso é papel da fiscalização”, afirmou.

Já o vereador Luiz Carlos (MDB), que também é motorista profissional, destacou os riscos que a ausência dos cobradores representa para os motoristas, especialmente nas regiões mais íngremes da cidade. “É uma pauta que a gente tem que ver com cuidado, porque nossa cidade é muito morrada. Muitas vezes o motorista precisa sair do volante para ajudar um cadeirante, e isso é muito sério. Como é que deixa o ônibus desligado ou ligado para ir lá atrás sem calçar o veículo? Isso é norma de segurança. O motorista não tem como fazer tudo isso sozinho”, afirmou.

A Viação Itabira (Vita) já havia confirmado anteriormente que está em andamento a retirada gradual dos agentes de bordo. A reportagem solicitou posicionamento da empresa sobre o caso e sobre a manifestação, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno.

Exit mobile version