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Lei do retorno! Tarifas impostas por Trump já causam efeito indigesto aos EUA

A elevação de tarifas promovidas por Donald Trump aos vários países que mantêm relações comerciais com os Estados Unidos, além das restrições migratórias implementadas, começa a causar desconforto na economia local.

Segundo relatório divulgado nesta terça-feira (15), a inflação atingiu a 2,7% em junho, com aumentos centralizados em móveis, roupas e outros itens importados, classificados como reflexo do avanço das tarifas, que chegaram a uma taxa efetiva de 20,6%, o maior nível desde 1910. O relatório indica também o arrefecimento das tarifas aéreas e diárias de hotel, podendo sinalizar retração no turismo.

Estimativas do Yale Budget Lab, Wall Street Journal desta quarta-feira (16), o impacto das medidas de Trump tem causado transtornos na vida dos americanos com alta de preços representando perda real de ao menos 2.800 dólares por família ao ano.

A restrição à imigração tem afetado o mercado de trabalho com a limitação do crescimento do emprego nos setores que dependem de mão de obra estrangeira.

A elevação do preço dos insumos importantes, como o aço e o alumínio dispararam, assim como o cobre, que alcançou patamar recorde, depois da tarifa de 50% anunciada por Trump para vigorar já em agosto, elevando o custo da construção de data centers, moradias e semicondutores.

A expectativa de recessão, no entanto, pode ser atenuada ou até inexistir diante do forte consumo de bolsas e os lucros bancários em alta, o que pode levar o Federal Reserve considere cortes na taxa de juros mais à frente.

O efeito total das tarifas pode não ser sentido de imediato, já que grande parte das taxas ainda podem ser negociadas e as tarifas ainda não são definitivas.

O governo brasileiro, por exemplo, que a princípio pensou em levar denúncia contra o tarifaço à OMC (Organização Mundial do Comércio), recuou da ideia e espera resolver o problema dentro dos próximos dias, conforme disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin.

“A ideia do governo não é pedir que o prazo seja estendido, mas é resolver até o próximo dia 31”.

*Fonte: Veja

 

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