O deputado estadual Léo Portela (PL) não será candidato nas eleições de 2022. Nesta quarta-feira (11), o parlamentar utilizou a sua conta no Twitter para anunciar a sua decisão, justificando que pretende dedicar mais tempo à seus família e aos seus negócios. Atualmente, o político exerce o seu segundo mandato na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Terminarei o mandato e prosseguirei para novos desafios com um sentimento enorme de gratidão e dever cumprido. Sou grato a D’us pela oportunidade e pela sua misericórdia em todo o tempo. Agradeço a todos que confiaram e apoiaram o meu trabalho. Foi uma honra! VENI, VIDI, VINCI.
— Léo Portela (@leoportela_) May 11, 2022
Durante a sua trajetória, foi vice-presidente da Companhia de Tecnologia da Informação de Minas Gerais (Prodemge), entre 2010 e 2011, e subsecretário de Estado de Casa Civil, entre 2011 e 2014, ambos na então gestão Aécio Neves no Governo de Minas Gerais. Assumiu o primeiro mandato como deputado estadual em 2014, sendo reeleito para o cargo em 2018.
Após 12 anos servindo à Minas Gerais, 4 como Subsecretário de Estado e 8 como Deputado (54 mil votos em 2014 e 93 mil votos em 2018), decidi que é hora de dedicar mais tempo à minha família e negócios. Entrei na política com a ficha limpa e saio com a ficha limpa.
— Léo Portela (@leoportela_) May 11, 2022
Léo Portela, ainda, mandou uma mensagem para a torcida do Cruzeiro — time do qual é torcedor e onde também já ocupou funções administrativa.
E à torcida do @Cruzeiro fica a mensagem inequívoca, nunca foi por votos, sempre foi por amor. Nos veremos na arquibancada!
— Léo Portela (@leoportela_) May 11, 2022
Atualmente, além do mandato como deputado estadual, Léo Portela também é presidente do Conselho de Pastores de Minas Gerais e da Igreja Getsêmani.
Polêmica recente
Em abril deste ano, Léo Portela utilizou as redes sociais para comentar sobre o projeto de lei 10/2022, de autoria do prefeito de Itabira, Marco Antônio Lage (PSB), que cria a Política Municipal e o Conselho Municipal LGBTQIA+, assim como a nomeação da professaro Laura Souza, ativista do movimento LGBTQIA+, para o cargo de secretária de Educação.
Na ocasião, não poupou críticas ao prefeito Marco Antônio Lage, condenando as suas decisões políticas, e direcionou ataques a Laura Souza, questionando a sua nomeação para a Secretaria de Educação. Ele também pediu que os vereadores locais votassem contra o projeto de lei 10/2022 — que até hoje está travado na Câmara Municipal de Itabira, sem ser levado para votação em plenário.

