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Lojas de celulares podem ter que registrar quem leva aparelho para conserto ou revenda em BH

Lojas de celulares podem ter que registrar quem leva aparelho para conserto ou revenda em BH

Foto: Reprodução/Freepik

Lojas que consertam ou revendem celulares em Belo Horizonte podem passar a ser obrigadas a registrar quem levou o aparelho ao estabelecimento. A proposta está no Projeto de Lei 651/2026, que recebeu parecer favorável nesta quinta-feira (30) na Comissão de Mobilidade Urbana, Indústria, Comércio e Serviços da Câmara Municipal.

O texto mira prestadores de serviços de manutenção e venda de celulares. Sempre que um cliente entregar um aparelho para reparo ou revenda, o estabelecimento deverá coletar informações como nome completo, documento de identidade, CPF, endereço e contato.

Também deverão ser registrados dados do celular, como marca, modelo, cor, número de identificação IMEI e descrição do serviço solicitado. O cliente ainda precisará assinar uma declaração de procedência, atestando a origem lícita e a propriedade do aparelho.

As informações deverão ser guardadas por pelo menos cinco anos, conforme as regras da Lei Geral de Proteção de Dados. O projeto prevê que os dados possam ser acessados por órgãos de segurança pública, Ministério Público e fiscalização municipal em investigações.

A proposta busca dificultar a entrada de celulares roubados ou furtados no comércio formal e informal. A justificativa é que, sem registro de procedência, aparelhos levados a lojas podem ser revendidos ou desbloqueados sem deixar rastros claros sobre quem os entregou.

O descumprimento das regras poderá gerar sanções administrativas. A primeira medida será notificação por escrito. Em caso de reincidência, a multa será de R$ 1 mil. Em nova reincidência, o valor sobe para R$5 mil. Se a irregularidade continuar, o texto prevê cassação do alvará e interdição do estabelecimento.

O projeto ainda precisa passar pelas comissões de Direitos Humanos, Habitação, Igualdade Racial e Defesa do Consumidor, e de Administração Pública e Segurança Pública. Depois, poderá ser votado em plenário em 1º turno.

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