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Luiz Carlos diz que Bernardo Rosa só anda “entre a elite”; vereador reage, fala em “preconceito estrutural” e ameaça dar voz de prisão

Foto: Guilherme Guerra/DeFato

A reunião ordinária da Câmara Municipal de Itabira, realizada nesta segunda-feira (22), foi marcada por um acalorado embate entre os vereadores Luiz Carlos de Ipoema (Podemos) e Bernardo Rosa (PSB), durante a análise sobre três indicações apresentada pela vereadora Jordana Madeira (PDT) ao Executivo, solicitando melhorias na infraestrutura do distrito de Senhora do Carmo.

O debate surgiu após Bernardo Rosa argumentar que a administração pública precisa lidar com limitações orçamentárias e definir prioridades para atender às demandas apresentadas pelos vereadores. A explicação não agradou Luiz Carlos, que criticou o posicionamento do colega e afirmou que ele estaria distante da realidade vivida pela população da zona rural.

“Para o senhor é muito fácil, vereador Bernardo Rosas, porque o senhor só anda de gravata, o senhor só mexe no meio da elite, o senhor não sabe o que é viver no sol, na chuva, na poeira, na zona rural. Eu vivo isso, eu vejo as pessoas vivendo isso, nós sabemos o que é um sofrimento na zona rural. Então, realmente, não é tão importante para o senhor, o senhor não vive isso. Agora, o povo que está aqui sofrendo aqui no dia a dia”, afirmou Luiz. 

Momentos depois, Bernardo Rosa pediu direito de resposta e rebateu as declarações de Luiz Carlos, afirmando que foi alvo de ataques pessoais e classificando as falas do colega como “preconceito estrutural”. Ao defender sua trajetória, Bernardo Rosa disse que suas conquistas são fruto do trabalho de sua família e de seu próprio esforço.

“O vereador não sabe da história da minha vida. Se eu tive condições de estudar, foi porque meus pais trabalharam. Eu não tenho pé de dinheiro na minha casa, não. Meu pai nunca teve pé de dinheiro na minha casa. Isso que o vereador está falando é preconceito estrutural”, afirmou.

Foto: Guilherme Guerra/DeFato

Bernardo também anunciou que pretende registrar um boletim de ocorrência contra Luiz Carlos em razão das declarações. “Eu nunca tinha feito um BO. O primeiro BO que eu vou fazer contra esse vereador é esse. É preconceito estrutural”, declarou, afirmando também que se sentiu desrespeitado pelas falas do colega e advertindo que poderá adotar medidas mais duras caso volte a ser alvo de comentários sobre sua vida pessoal durante as sessões.

“A próxima vez que o vereador apontar para a minha pessoa e falar da minha vida particular, eu vou pedir para suspender a reunião e vou dar voz de prisão para ele, porque estou aqui como autoridade e ele está me desacatando”, disse.

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