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Lula terá temas espinhosos em encontro com Trump, dizem especialistas

Trump tem encontro marcado com Lula na Casa Branca- Foto: Freepik

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reúne nesta quinta-feira (7), em Washington, com o presidente norte-americano, Donald Trump, na Casa Branca, em um encontro de “trabalho” com temas econômicos e de segurança, frente a um cenário mundial conturbado e com recentes embaraços diplomáticos entre os países.

Lula está acompanhado de cinco ministros, entre eles Mauro Vieira (Relações Exteriores), Dario Durigan (Fazenda) e Wellington César Lima e Silva (Justiça e Segurança Pública) e o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.

Ainda sem detalhes da agenda da reunião, um dos assuntos prováveis será o interesse americano sobre a exploração de minerais críticos no Brasil, além do fortalecimento da agenda de segurança, focando no combate ao narcotráfico.

Do lado brasileiro, a revisão de tarifas impostas pelos EUA aos produtos nacionais.

Para Leonardo Paz, cientista político e pesquisador do Núcleo de Prospecção e Inteligência Internacional da Fundação Getúlio Vargas (FGV), o encontro parece ser otimista, mas com expectativas contidas, com tendência de uma agenda pragmática, com poucos resultados concretos, mesmo havendo espaço para avanços técnicos que desemperrem pendências comerciais e regulatórias entre os países.

“Eu não espero nenhum grande anúncio de cooperação, coisa parecida, mas eu imagino que existe a possibilidade deter uma declaração final que indique que os dois {países} estão trabalhando tecnicamente para resolver {pendências}.

Paz ressalta que temas sensíveis, como disputas comerciais e investigações envolvendo propriedade intelectual e sistemas de pagamento como o Pix,devem ser tratados num nível técnico, um caminho que pode reduzir tensões políticas e favorecer  soluções mais objetivas dentro da burocracia estatal de ambos os países.

Além das tarifas e dos minerais críticos, a segurança no Brasil será um ponto sensível, com o Brasil defendendo a cooperação e troca de informações; mas, Trump pode pressionar para a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas.

Segundo Danilde Holzhacker, professora de Relações Internacionais da ESPM, “a posição do governo brasileiro é de ampliar a cooperação e troca de informação entre órgãos de segurança, enquanto o Trump vai defender uma ação de classificação dos grupos de crime como terroristas, o que muda a forma de ação e também o nível de cooperação nessa área”.

Embora não se encontre formalmente na agenda, a China aparece como possível assunto nas negociações, já que o Brasil ocupa hoje uma posição estratégica nas relações comerciais com o gigante asiático, o que influencia diretamente o interesse norte-americano, segundo o economista Otto Nogami.

“O Brasil hoje é o principal parceiro comercial da China e relevante para commodities estratégicas. Logo, os EUA podem buscar reduzir dependência do Brasil da China e diversificar fornecedores.

*Fonte: Portal Terra

 

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