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Lula vai a Roma para reunião de aliança global contra a fome

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Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará do Fórum Mundial da Alimentação, em Roma, Itália, na próxima terça-feira (13). Trata-se de um evento promovido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). De acordo com o Itamaraty, Lula participará da cerimônia de abertura e, na sequência, da reunião presencial do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

O convite para a participação de Lula no Fórum partiu do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, em julho. Foi nessa mesma ocasião, aliás, que o presidente brasileiro recebeu a informação de que o Brasil saiu do Mapa da Fome. Segundo o diretor de Projetos de Segurança Alimentar do Itamaraty, Saulo Arantes Ceolin, há uma acerto para um encontro bilateral de Lula e Dongyu em Roma. “Foram também cogitados outros encontros bilaterais [durante o Fórum], mas tudo ainda está sendo avaliado pela equipe do presidente”, acrescentou Ceolin nesta quarta-feira (8), em coletiva de imprensa no Itamaraty para detalhar a participação de Lula no evento da FAO.

Aliança

Lula também participará da inauguração do espaço onde funcionarão os mecanismos de apoio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza. No entanto, ele retornará ao Brasil, ainda no dia 13. A Aliança surgiu como uma proposta da presidência brasileira do G20. A sua meta é apoiar e acelerar os esforços para erradicar a fome e a pobreza, reduzindo as desigualdades no mundo.

Segundo Ceolin, os resultados devem ser apresentados em novembro, durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Social da ONU, quando a Aliança fará sua primeira reunião de alto nível. De acordo com o Itamaraty, a Aliança está prestes a contabilizar 200 membros. Entre eles estão países e organismos como agências, programas, instituições universitárias e bancos de desenvolvimento.  Esses são, aliás, as principais fontes de financiamento de seus projetos e planos.

Há, atualmente, 13 pedidos de novos integrantes no grupo. “Sete deles, do continente africano; dois da América Latina e Caribe; três do sudeste asiático; e um do Oriente Médio”, informou Ceolin. “Desses 13, pelo menos seis estão com seus planos [de ações] sendo finalizados por seus governos, já tendo, inclusive, recebido apoio de parceiros para a implementação de seus planos”, acrescentou referindo-se à Etiópia, ao Haiti, Quênia, à Palestina, Ruanda e Zâmbia.

Entre os planos desenvolvidos nesses países estão alguns voltados à alimentação escolar; transferência de renda; nutrição materna e infantil; e apoio à agricultura familiar. “Temos a expectativa de que três ou quatro países tenham seus planos aprovados”, disse Ceolin.

COP30

Ainda de acordo com Ceolin, o governo brasileiro tem a expectativa de aprovar, durante a COP30, em Belém, uma declaração sobre o combate à fome, combate à pobreza e sobre ações climáticas. O documento, uma iniciativa lançada pelo Brasil enquanto ocupa a presidência do G20 (grupo formado pelas 20 maiores economias do planeta), está sendo preparado sob a coordenação da missão brasileira que fica em Nova York . “O texto está praticamente finalizado. Ele será submetido a todos países”, antecipou Ceolin.

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