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Maduro desconsiderou ultimato de Trump para deixar o poder, dizem fontes

Trump chamou a jornalista Kristen Welker - da emissora NBC- de estúpida e corrupta -Foto: Divulgação/Governo USA

No último dia 21 de novembro, o presidente norte-americano, Donald Trump manteve um breve contato telefônico com o ditador venezuelano, Nicolas Maduro e o intimou a abandonar o poder, após meses de crescente tensão entre os países.

Trump deslocou força militar para o Caribe e tem feito ataques contra barcos que supostamente transportam drogas aos Estados Unidos e ameaça estender operações por terra, além de classificar o Cartel de Los Soles como organização criminosa.

OS EUA ofereceram a Maduro salvo-conduto e recusaram uma série de pedidos do líder venezuelano, segundo fontes ligadas ao governo Trump.

As mesmas fontes afirmam que Maduro se mostrou disposto a deixar a Venezuela desde que ele e seus familiares tivessem anistia legal total, incluindo a remoção de todas as sanções dos EUA e o encerramento de um caso que ele enfrenta no Tribunal Penal Internacional.

O regime venezuelano nega as acusações criminais e afirma que os Estados Unidos pretendem a mudança de regime para assumir o controle dos vastos recursos naturais da Venezuela, inclusive o petróleo.

Durante o contato telefônico, Maduro solicitou a remoção das sanções a mais de 100 autoridades do seu governo, muitas delas acusações dos EUA de abusos de direitos humanos, tráfico de drogas ou corrupção.

Maduro também solicitou que sua vice-presidente Delcy

Rodríguez administrasse um governo interino até as próximas eleições, pedido rejeitado por Trump, que deu a Maduro uma semana para deixar a Venezuela a destino de sua escolha com seus familiares.

Essa opção expirou na sexta-feira e diante do não cumprimento, Trump declarou o espaço aéreo da Venezuela fechado.

A ligação telefônica teve duração de cerca de 15 minutos e confirmada pelo presidente norte-americano, sem dar detalhes.

O Ministério da Informação da Venezuela não respondeu aos pedidos de comentários.

Trump disse que o seu governo não reconhece Maduro como presidente legítimo do seu país, no poder desde 2013.

Maduro reivindicou a vitória da reeleição em 2024 em uma votação nacional, que os Estados Unidos e outros governos ocidentais reconhecem como farsa.

Na segunda-feira 1º, se dirigindo a manifestantes, jurou lealdade absoluta ao povo venezuelano.

Uma alta autoridade dos EUA disse que Trump conversou nesta segunda-feira com seus principais assessores para discutir a pressão sobre a Venezuela, além de outros pontos. Trump não descartou a possibilidade de negociar uma saída para Maduro, mas ressaltou divergências significativas entre ambos.

Os EUA aumentaram a recompensa que levem a prisão do líder venezuelano para US$ 50 milhões e tem recompensas de US$ 25 milhões para outros altos funcionários do governo, incluindo o ministro do Interior Diosdado Cabello, que foram indiciados por suposto tráfico de drogas, entre outros crimes. Todos negam os crimes a eles atribuídos.

Segundo fontes, Maduro solicitou outra ligação com Trump.

*Fonte: CNN Brasil

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