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Magia de Trump! Empresários norte-americanos e brasileiros se unem pela redução do “tarifaço”

equipe de transição

O vice-presidente Geraldo Alckmin gerencia a crise Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Consenso pela defesa da negociação na primeira reunião entre ministros, empresários e representantes da indústria do agronegócio para que se esgote as possibilidades de diálogo com o governo Donald Trump sobre a taxação de 50% que passa a vigorar a partir de agosto, antes de qualquer possibilidade de retaliação.

O mesmo sentimento consta em nota divulgada nesta terça-feira (15), pela Câmara Americana de Comércio dos EUA e da Câmara Americana de Comércio (Ancham Brasil), em que as entidades pedem que os dois países iniciem negociações de alto nível, alertando que a sobretaxa imposta por questões políticas, pode causar riscos e danos reais a uma das relações econômicas mais importantes entre essas nações, estabelecendo u precedente preocupante. Mais de 6.500 pequenas empresas dos Estados Unidos dependem de produtos importados do Brasil e, por sua vez, 3.900 empresas americanas investem no país”.

Em Brasília, o vice-presidente Geraldo Alckmin, que também acumula a função de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, se reuniu pela manhã com 37 lideranças industriais, como máquinas e equipamentos, alumínio, têxtil, aviação, calçados e, à tarde, com 19 empresários do ramo de agronegócio (carne, frutas e pescados), com as presenças do ministro da Casa Civil, Rui Costa, da Fazenda, Fernando Haddad, do Planejamento, Simone Tebet, e de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

O governo admite que a taxação de 50% já está definida e que não vai tentar um patamar específico de alíquota, mas vai tentar negociar, aliviando a tensão entre os empresários com a promessa de não retaliar antes de fechar a diplomacia.

O segmento da indústria foi claro ao admitir que não há como substituir o mercado norte-americano num curto espaço de tempo e um mercado alternativo demandaria anos para se consolidar.

O setor privado apresentou caminhos que poderiam ser levados aos norte-americanos a acordos nas áreas de etanol e bitributação, que podem ser de seus interesses.

“Houve uma colocação aqui de que o prazo é exíguo, mas a ideia do governo não é pedir que o prazo seja estendido, mas procurar resolver até o dia 31. O governo vai trabalhar para resolver e avançar nos próximos dias”, disse Geraldo Alckmin.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI), defende, atendendo interesses das federações industriais e parte do agronegócio, pediu um prazo de 90 dias para que as tarifas entrassem em vigor, caso não se chegue a acordo antes de agosto, prazo definido por Trump para o início da taxação.

Ricardo Alban, presidente da CNI disse: “Estamos falando aqui só de perde-perde. Não tem ganha-ganha. Perde a indústria, perde a economia, perde o social. Gostaríamos de colocar na mesa um adiamento de 90 dias no prazo para vigorar a tarifa. Existe um risco da perda de 110 mil postos de trabalho caso o tarifaço entre em vigor. O país não deve tomar medidas intempestivas. O Brasil não pretende ser reativo intempestivamente, o que entendemos aqui é que o Brasil não vai se precipitar para retaliar com ações econômicas”.

Após a reunião, o vice-presidente Alckmin afirmou que o objetivo do governo é resolver a questão o mais rápido possível, enfatizando que se houver necessidade de mais prazo seria possível trabalhar nesse sentido, mas, ao fim da tarde, reiterou que a posição do governo é definir o mais rapidamente a situação.

Outras estratégias propostas e debatidas no evento, incluem o envio de uma nova carta aos EUA, cobrando resposta ao ofício enviado em maio.

Com articulação do empresariado e Alckmin, ficou acertado que as empresas vão procurar as companhias americanas com quem fazem negócios, como compradores, fornecedores, exportadores e executivos.

*Fonte: O Globo

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