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Maíra Baldaia lança “Amor Mulher – Chico Correa Remix” e apresenta nova fase do afro pop mineiro

Maíra Baldaia lança “Amor Mulher - Chico Correa Remix” e apresenta nova fase do afro pop mineiro

Foto: Reprodução/Instagram/@mairabaldaia

A cantora e compositora itabirana Maíra Baldaia apresenta ao público, nesta quinta-feira (12), no Dia dos Namorados, o single “Amor Mulher – Chico Correa Remix”. A canção, feita em parceria com a cantora Juliana Linhares e remixada pelo produtor paraibano Chico Correa, é o primeiro lançamento de “Obí 2.0”, o quarto álbum da artista. O disco chega às plataformas no segundo semestre de 2025 e reafirma sua proposta de reinventar o afro pop mineiro em diálogo com diferentes linguagens, territórios e sonoridades do Brasil.

Com versos que falam de afeto e liberdade, embalados por camadas rítmicas pulsantes e timbres marcantes, o remix de “Amor Mulher” une os tambores de Minas aos tambores do Nordeste. É nesse encontro, que Maíra descreve como explosivo e prazeroso, que o corpo encontra o som e vice-versa. “A faixa está gostosa, satisfatória e ressoando onde eu acho mais importante: no corpo. A gente escuta e dá vontade de dançar”, define a artista, que traz no currículo colaborações com nomes como Luedji Luna, Djonga, Maurício Tizumba e Ellen Oléria.

A composição original, produzida por Guilherme Kastrup para o disco “Obí” (2022), já trazia elementos que marcam o trabalho de Maíra: a presença do tambor mineiro, o xote e a força das vozes femininas. Na nova versão, Chico Correa costura esse DNA com texturas de baião, samba-reggae e percussões nordestinas. “Optei por um arranjo que privilegia as vozes e as percussões. Acelerei um pouco o BPM e complementei com guitarras e linhas próprias. É uma nova produção que mistura as essências da faixa original com minha visão sonora.”, conta o produtor.

A escolha por lançar o remix em 12 de junho surgiu de forma espontânea durante o processo, mas fez sentido pela proposta da canção. “A gente está fazendo esse convite: ‘Desculpa, mas eu vou falar de amor’. É uma música linda, sobre amor, e entendemos que seria uma data afetivamente interessante”, explica Maíra em entrevista para a DeFato. Falar de amor de mulher para mulher, para ela, é um gesto artístico, político e afetivo, que precisa ser repetido até se tornar natural.

“Quantas canções escutamos que são sempre do ‘ele’ para o ‘ela’? Eu e a Ju estamos ali, mulheres que amam mulheres, falando de amor no feminino e celebrando isso. Acho essencial que a gente cante nossas histórias com nossas próprias vozes. Que isso se torne comum”, afirma. 

Imagem: Capa do single “Amor Mulher (Chico Correia Remix).

O single inaugura uma nova fase na carreira de Maíra Baldaia, marcada por um processo que ela define como uma “troca de pele”. “É um ciclo profundo que eu venho vivendo. Um álbum de transição que deixa para trás uma pele antiga e, ao mesmo tempo, celebra os encontros e as portas que o ‘Obí’ original abriu”, afirma. Com esse novo projeto, a cantora se permite ousar e brincar com sonoridades, abrindo espaço para experimentações rítmicas e afetivas.

“Obí 2.0” traz o conceito pesquisado e desenvolvido pela artista desde 2019: o afro pop mineiro, e amplia suas conexões com outras regiões do país. “É um caminho para um afro pop Brasil mesmo. Uma tropicalidade, uma brasilidade profunda que abre pontes e mergulha em outras localidades”, define. A fusão entre as tradições de Minas Gerais e as sonoridades nordestinas, segundo ela, mostra que são os mesmos tambores brasileiros dialogando entre si.

A artista destaca que, nesse processo de reencontro com o próprio repertório, surgiu também a oportunidade de revisitar o que já foi dito sob outros olhares. “É como um distanciamento, uma nova dramaturgia. Foi muito interessante revisitar essas músicas com outros ouvidos. A essência está ali, mas contada de outra maneira. E ainda consigo ver beleza no que já tinha sido feito, isso também é bom”, observa.

Dentre os nomes que podemos esperar para o álbum, que está sendo produzido por Guilherme Kastrup, estão os instrumentistas Gustavo Ruiz, Débora Costa e Marcelo Martché. Além dos nomes que assinam os remixes: Chico Correa, Tata Ogan, DJ Vibra, Cido, Rapaz do Dread, Rádio Exodus, Terror dos Beats e Igor Bidi. Todos eles, segundo Maíra, foram escolhidos por afinidade artística e afetiva.

Maíra Baldaia é uma artista plural. Mineira, preta, mulher, candomblecista, atriz, cantora e compositora, ela também é formada em teatro, canto popular, cinema e pós-graduada em comunicação e marketing em mídias digitais. Premiada e reconhecida pelo público e pela crítica, tem no ativismo, na espiritualidade e na ancestralidade pilares que se entrelaçam com sua arte e seu modo de estar no mundo.

“Tudo isso sou eu. Não consigo me dissociar. Sou um ser político, artístico, espiritual, e isso aparece no meu processo criativo de forma consciente ou não. Pode ser numa célula rítmica, na forma de vestir, de escrever, de colocar o corpo em cena.”, diz.

Com três álbuns lançados, apresentações em festivais nacionais e internacionais e colaborações com grandes nomes da música brasileira, Maíra se consolida como uma voz potente da nova MPB. Sua obra transita entre o dançante e o reflexivo, entre o tambor e o digital, sempre com uma identidade marcante.

Confira agora o novo single de Maíra Baldaia disponível nas plataformas de streaming de música.

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