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Mais dois são detidos por chacota à morte de PM em Monlevade

Célio

Célio Ferreira foi assassinado violentamente no bairro São João - Foto: Reprodução/Facebook

Mais dois homens foram presos nesta segunda-feira (30), por debocharem da morte do 3º sargento da 17ª Cia. de Polícia Militar Independente de João Monlevade, Célio Ferreira de Souza. Célio foi assassinado com um tiro na cabeça enquanto atendia uma ocorrência de ameaça de morte a um menor, no último sábado (28), no bairro São João. Zombar da morte de alguém, em especial em caso de assassinato, é considerado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), como apologia ao crime.

Um dos casos ocorreu em Caratinga.  B. F. R. de 27 anos, redigiu em seu perfil na rede social a seguinte frase “Tem que fazer isso mesmo. A maioria da PM fica perseguindo só trabalhador”. Mesmo após duras críticas de outros internautas, ele reiterou. “É muito triste ver a polícia perseguindo trabalhador, enquanto os bandidos estão tranquilos. Quando vejo uns casos desses, fico feliz sim, pois é menos um que vai perseguir nós, trabalhadores”.

À Polícia Militar, de início ele negou a autoria, afirmando ter tido a conta hackeada. Posteriormente, assumiu a autoria e disse não ter obrigação de gostar de polícia. Ele foi detido sob acusação de  vilipêndio a cadáver, que configura em  destratar ou humilhar uma pessoa que já morreu.

Mais um caso em Uberlândia

Em Uberlândia,  A. N. M., de 24 anos, foi preso em Uberlândia, no Triângulo Mineiro,por ter comentado em rede social a respeito do assassinato do sargento Célio Ferreira. “CPF cancelado com sucesso”. Ele foi detido e teve o celular apreendido.

Caso também registrado em João Monlevade

Em João Monlevade, um homem foi detido horas após o crime, no próprio sábado, na loja em que trabalha, na região central de Monlevade. Em um grupo de Whatsapp, ele comentou “Menos um verme”. Isso às 7h33. Aos ser chamado a atenção, mais uma vez, de forma irônica, às 8h39, ele redigiu “O dia está lindooooooo kkkkkkk”. Os militares rastrearam o IP do aparelho celular e detiveram o homem no local de trabalho. Ele alegou que falava de um dos rapazes presos, suspeitos de participação no assassinato do policial.

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