A falta de diálogo entre os poderes Executivo e Legislativo em João Monlevade resultou na convocação de mais dois secretários municipais. Os vereadores aprovaram, por unanimidade, dois requerimentos para que o secretário de Obras, Damião José Teodoro de Castro, e a secretária municipal de Administração, Marlene Pessoa Ferreira, compareçam nos próximos dias à Câmara.
O primeiro requerimento é de autoria de Lelê do Fraga (PTB). Ele pediu a convocação dos dois secretários para esclarecerem sobre a documentação e obras de reforma do Velório Municipal, e ainda, sobre o aluguel do espaço usado como velório provisório, no bairro Santa Bárbara. Já Tonhão (Cidadania), quer que Damião fale sobre os serviços de recomposição asfáltica na rua Serra Negra, no bairro Rosário.
Mais sobre o velório provisório
Ainda durante a reunião ordinária, o vereador Guilherme Nasser leu algumas respostas do secretário de Serviços Urbanos, Rivaldo de Brito, sobre o velório municipal, tido como provisório. Segundo o secretário, foram feitas quatro consultas no mercado para sediar o velório, enquanto o local permanente passa por reforma. Importante destacar que a reforma foi motivada a partir de infiltração no teto do velório, que resultou em goteiras em cima de um caixão, enquanto familiares velavam um parente. O caso gerou indignação na cidade.
Dos quatro locais pesquisados, o secretário esclareceu que três eram imóveis e um já era velório particular, da Real Pax. Este último cobrou R$500,00 por velório realizado, valor considerado inviável pela Prefeitura, já que são velados, em média 43 corpos por mês, ou seja, um custo de R$21,5 mil. Outro proprietário de outro imóvel não demonstrou interesse. O terceiro demonstrou, mas a Prefeitura alegou que o local não era adequado, pois não tinha ventilação.
Por último, o espaço alugado pelo Executivo e que fica no bairro Santa Bárbara, foi considerado adequado pela secretaria. O valor do aluguel, como informado pela DeFato, é de R$7 mil, e o contrato válido por seis meses. A Prefeitura ainda alega que tentou alugar apenas o galpão, por R$4 mil, mas o proprietário aceitou apenas se fosse todo o espaço, com acréscimo de R$ 3 mil.

