Após um período de inatividade, o evento “Governo nos Bairros”, da Prefeitura de Itabira, voltou a ser realizado nesta terça-feira (5). À frente de servidores, secretários municipais, vereadores e moradores do Água Fresca, Marco Antônio Lage (PSB) fez um forte discurso na Escola Municipal Antonina Moreira, localizada no mesmo bairro. O prefeito itabirano falou sobre algumas ações da sua gestão, voltou a criticar opositores e mencionou diversos problemas encontrados na cidade.
Entre eles, a falta de remédios, um problema antigo do município. Foi recentemente aprovada, inclusive, a lei nº 5.381, oriunda de um projeto de lei do vereador Luciano Sobrinho (MDB), que obriga as unidades de saúde da cidade a listarem quais medicamentos estão em falta. Ao tocar no tema, Marco Antônio Lage afirmou que esta é, no entanto, uma realidade enfrentada pelo país inteiro.
“Falta remédio, falta insumo, mas falta no Brasil todo. Tem gente criticando que falta remédio em Itabira. Gente, estamos na luta, falta remédio no Brasil todo hoje, o insumo vem da China. O Brasil, em vez de produzir todos esses produtos, porque temos matéria prima, depende da China”, disse o prefeito.
A falta de médicos também foi mencionada pelo pessebista. Porém, Marco Antônio garante que a chegada do curso de Medicina ao UNIFUNCESI poderia solucionar o problema. “Temos problema de falta de médicos, mas temos problema de falta de médicos no Brasil inteiro. Mas daqui a pouco teremos 100 médicos acadêmicos trabalhando na saúde primária, para não faltar mais médicos em Itabira, porque no resto do Brasil falta. O país chegou a trazer médicos de fora, porque falta.”
Rua Valdemar de Alvarenga Lage
Alvo de muitas críticas pelo tempo em que foram conduzidas, as obras da rua Tabelião Valdemar de Alvarenga Lage, no Água Fresca, entraram, obviamente, na pauta do evento de ontem. Marco Antônio se defendeu.
“Itabira é uma cidade que está com as ruas com pavimentação vencida. Fizemos a Valdemar (rua Tabelião Valdemar de Alvarenga Lage) aqui perto, fui até criticado, porque demorou muito. Nós abrimos pra ver, e vimos que faltava trocar toda a rede pluvial e de esgoto que já estava aberta. Começou a chover, a obra demorou muito, incomodou a população, mas seguimos em frente”, afirmou.
O chefe do executivo municipal reforçou, ainda, que cerca de 45% das ruas itabiranas precisam passar pelos mesmos reparos. “Nós temos mais de 45% das ruas da cidade que já avaliamos, o diagnóstico ainda não acabou, que precisam passar por isso que fizemos na Valdemar”, finalizou.

