Paulo Henrique Dias, de Belo Horizonte
O uso de máscaras se tornou obrigatório em Belo Horizonte a partir desta quarta-feira (22). Todos que precisarem circular pela capital, acessar espaços, serviços públicos e comércios deverão seguir a nova determinação decretada pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD). A medida visa dificultar a infecção dos belo-horizontinos pela coronavírus.
As lojas enquadradas como essenciais e autorizadas a funcionar deverão exigir dos clientes o uso de máscara para acessarem o interior do estabelecimento. Ainda fica a cargo das empresas a fixação de cartazes informativos sobre os cuidados e o controle de pessoas no seu interior. Já para as clinicas, laboratórios e hospitais o controle de entrada e permanência não vale, é orientado uma distância mínima de dois metros entre as pessoas.
O empresário Jefferson Manuel, que transformou seu espaço de buffet em uma fábrica de máscaras permanente em meio a pandemia, conta que devido à obrigatoriedade do uso, a demanda pelo utensílio cresceu rapidamente. A fabricação passou a ser em maior escala. “O camarim onde os clientes se preparavam para as festas se transformou em um ateliê de costura, temos duas máquinas com dois costureiros. Com o advento do decreto, houve uma corrida para as compras das máscaras”, relata o empresário.
Comerciantes que forem flagrados descumprindo as medidas, além de terem o recolhimento e a suspensão do Alvará de Localização e Funcionamento (ALF), responderão nas esferas administrativa, civil e penal nos termos da legislação vigente.
Porém, mesmo diante do decreto e a obrigatoriedade do uso de máscaras, algumas pessoas ainda insistem em não usar o equipamento de proteção. A equipe de DeFato Online percorreu alguns pontos de comércio em Belo Horizonte nesta quarta-feira e registrou pessoas sem o devido uso pelas ruas da capital.

