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Mau começo de mês! Trump confirma tarifaço para o Brasil a partir do primeiro dia de agosto

O vice-presidente Geraldo Alckmin é o negociador do governo- Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

“O primeiro dia de agosto é para todos”, assegurou o presidente norte-americano Donald Trump neste domingo (27) sobre as tarifas aplicadas a todos os países com quem os EUA mantêm relação comercial, durante entrevista coletiva. ao lado de Ursula von der Leyein, presidente da Comissão Europeia, notícia já antecipada pelo secretário de Comércio americano Howard Lutnick de que não haveria prorrogação e mais período de carência.

Em primeiro de agosto as tarifas serão fixadas. Entrarão em vigor. As alfândegas começarão a arrecadar dinheiro”, disse en entrevista à Fox News.

Em abril o Brasil já havia sido taxado em 10% sobre sua exportação e a decisão de elevar a taxa a 50% a todos os produtos brasileiros parece ter relação, também, à “perseguição” imposta pelo judiciário brasileiro ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), segundo autoridades norte-americanas.

O governo brasileiro tem tentado negociar com a Casa Branca, mas a comunicação está centralizada em Donald Trump, que defende Bolsonaro e tem intervenções do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro junto às autoridades locais, na tentativa de reverter uma possível prisão do pai, além de pressionar sanções contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).

O vice-presidente Geraldo Alckmin se reúne com produtores para entender seus pleitos e formar estruturas para reverter o tarifaço, e uma das alternativas seria o adiamento da cobrança das sobretaxas.

Na última quinta-feira (24), o ministro da Fazenda Fernando Haddad afirmou que, além de apostar nas negociações para resolver o impasse, conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MIDC) e Ministério das Relações Exteriores (MRE), que preparou uma série de medidas que podem ser implementadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caso o tarifaço se confirme.

Haddad afirma que o Brasil está disposto a negociar. “Nós nunca saímos da mesa de negociação,” mas Alckmin diz que o diálogo não é monólogo e que o governo tem feito de tudo o que está ao alcance para solucionar o imbróglio”.

*Fonte: Metrópole

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