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Maurício Souza culpa “turma da lacração” por demissão do Minas Tênis Clube

Maurício Souza

Foto: Instagram/Reprodução

O central de 33 anos Maurício Souza, ex-jogador do Minas Tênis Clube e com passagens pela seleção brasileira de vôlei, parece pouco disposto a encerrar a polêmica que se arrasta desde o início desta semana. Nesta quinta-feira (28), o atleta usou as redes sociais para culpar a “turma da lacração” pela pressão dos patrocinadores do Minas e, consequentemente, sua saída do clube mineiro.

“O Minas não teve culpa nenhuma nisso tudo. A culpa disso tudo foi da turma da lacração fazendo pressão em cima dos patrocinadores, que acarretou do patrocinador ameaçar o Minas de tirar o patrocínio, tanto do masculino quanto do feminino, e isso aí ficou insustentável. O meu diretor Elói e meu presidente Ricardinho fizeram o máximo pra me segurar na equipe, o possível e o impossível. Infelizmente, o time não aguentaria perder tantos patrocínios e aconteceu o que aconteceu. Mas eles foram homens, são homens de verdade, que eu respeito muito e admiro”, afirmou.

Maurício tem sido bastante criticado por declarações consideradas homofóbicas feitas em seu Instagram. Após a DC Comics anunciar que o novo Super-Homem, filho de Clark Kent, se descobrirá bissexual nas próximas edições das histórias em quadrinhos, o atleta escreveu em um post: “Ah é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar…”, disse. Ele também criticou a TV Globo pela decisão de utilizar pronome neutro nas novelas, em respeito a pessoas que preferem não se identificar com um gênero específico.

Não contente com a má repercussão do caso, o jogador de vôlei fez uma espécie de provocação no mesmo perfil do Instagram ontem (28). Ele postou a foto de um quadrinho contendo um beijo entre o Super Homem e a Mulher Maravilha, acompanhada apenas de uma legenda escrita “Bom dia”.

Na quarta-feira (27), o Minas confirmou a rescisão do contrato de Maurício Souza. Um dia antes, o central fez uma retratação pública no Twitter, considerada insuficiente pelos patrocinadores. No entendimento da Fiat e da Gerdau, principais responsáveis por pressionar o Minas, o pedido de desculpas deveria ter ocorrido no Instagram, onde Maurício possui mais de 1 milhão de seguidores, e que as antigas postagens homofóbicas fossem apagadas.

Além do desligamento do Minas, Maurício Souza também teve as portas fechadas para a Seleção Brasileira de Vôlei Masculino, com quem disputou as Olimpíadas de Tóquio neste ano. Há dois dias, Renan Dal Zotto, treinador da equipe, declarou que a seleção brasileira “não tem espaço para profissionais homofóbicos”.

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