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Médicos querem cooperativa para impedir que dinheiro de pagamento tenha que passar pelo Margarida

Tribuna Popular em Monlevade é comumente utilizada por entidades - Foto: Cíntia Araújo/DeFato Online

Os médicos que atendem no Hospital Margarida querem criar uma cooperativa, para impedir que pagamentos referente ao Sistema Único de Saúde (SUS), tenha que, obrigatoriamente, passar pelo hospital. O assunto foi abordado pelo médico Antônio Gabriel, que é membro da Associação Médica local. Ele falou sobre a questão durante uso da Tribuna Popular, na Câmara de João Monlevade.

Atualmente, o SUS repassa os valores referente aos médicos para a Prefeitura. Essa por sua vez, deposita o valor na conta do Hospital Margarida, que repassa aos profissionais da saúde. No entanto, como já divulgado pela DeFato, os médicos não recebem esse valor desde fevereiro deste ano. O motivo, conforme declaração do provedor José Roberto Fernandes, é que a verba foi usada para compra de medicamento e suprimentos. A casa de saúde culpa o Governo do Estado por este remanejamento, já que este tem atrasado os repasses à casa de saúde.

Repasse direto aos médicos

Segundo Antônio Gabriel, a partir da criação de uma cooperativa de médicos que trabalham no Margarida, a Prefeitura não mais precisará depositar o valor para o hospital. Outro ponto a ser estudado pelos médicos é manifestação junto ao Ministério Público. O Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRMMG) inclusive disponibilizou o setor Jurídico relativo a isso.

“Câmara precisa intervir”, segundo médico

Os médicos classificam como apropriação indébita o uso do dinheiro pelo Hospital Margarida. “Isso rende processo cível, criminal e trabalhista.Mas achamos que o melhor caminho é o diálogo. E a Comissão de Saúde da Câmara intervir. Vejo prenúncio de incêndio”, declarou Antônio Gabriel.

Por fim, ele pontuou. “A dívida do Hospital Margarida é antiga e crescente, e atingiu um patamar muito alto. A administração do hospital é politizada. Classifico como as duas melhores a Fundação São Camilo e Pró Saúde. Sugiro que as duas instituições façam estudo e possam assumir a gestão”, finalizou Antônio Gabriel.

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