Os médicos que prestam atendimento no Hospital Margarida querem participar mais efetivamente da gestão da casa de saúde. A requisição foi feita durante reunião na noite desta quarta-feira (10), no Margarida. O encontro foi entre provedoria, administração, Prefeitura e classe médica.
Os médicos vêm trabalhando no hospital, mesmo com atraso no pagamento referente a produção do Sistema Único de Saúde (SUS). A provedoria do Hospital Margarida destacou que necessitou atrasar o pagamento para utilizar a verba para compra de medicamentos e suprimentos à casa de saúde. “Quero agradecer aos médicos por entenderem essa questão e serem parceiros do hospital”, destacou o provedor José Roberto Fernandes.
Os profissionais da saúde, a todo momento do encontro, reforçaram a disposição em auxiliar no que for possível. No entanto, querem mais transparência e diálogo com a provedoria e com a administração. O primeiro a falar no assunto foi o ginecologista e obstetra, João Paulo Volpi. Ele cobrou a implantação de um protocolo específico para atendimentos e ainda, proximidade da gestão. “É preciso sim ter transparência, para que nenhuma dúvida seja deixada de lado. Não deixaremos de atender devido a a atrasos e nem vamos chegar ao extremo de fechar o hospital por isso. Mas é preciso melhorar esse relacionamento”, enfatizou.
A opinião dele foi reforçada pelo urologista Jamilton Souza. “Temos médicos com especialidade em gestão hospitalar e que podem sim contribuir. A impressão dada é de que usamos o hospital apenas como fonte de renda, que a gente chega pra tirar dinheiro. Não é isso. Se o barco afundar, nós vamos afundar juntos. Queremos o melhor pro hospital”, reforçou Jamilton.
Vereador é criticado
Sobre a fala do vereador e líder do Governo na Câmara, Sinval Dias (PSDB), que chegou a afirmar que os médicos podem ter pagamentos atrasados porque já são ricos, o diretor técnico do hospital, o médico Marcos André Câmara, foi taxativo em afirmar que esta não é a opinião da casa de saúde. “Não pactuamos com isso. Acredito que a Prefeitura também não”, registrou.
A secretária municipal de Saúde, Andre Peixoto e a procuradora Jurídica da Prefeitura, Racíbia Moura, endossaram que essa não é a postura da Administração Municipal. Por fim, José Roberto Fernandes, provedor do Margarida, opinou. “Sempre que precisamos pedir algo aos médicos, somos atendidos. Respeitamos a todos. O vereador que pensa daquela forma”, reiterou.
Ao final do encontro, ficou encaminhada uma discussão entre os médicos para a formação de uma espécie de comissão, a fim de acompanhar a gestão do Hospital Margarida.

