A empresa chilena Arauco está construindo a maior fábrica de celulose do mundo na pequena cidade de Inocência, no Mato Grosso do Sul (MS), um projeto estimado em US$ 4,6 bilhões (R$ 25 bilhões), tornando-se o maior investimento da história da companhia.
A megafábrica vai gerar mais empregos do que a população do município, com previsão de 14 mil empregos durante as obras e mais 6 mil em sua operação depois da entrada em operação numa cidade com cerca de 8,7 mil habitantes.
Batizado de Projeto Sucuriú, o complexo industrial vai ocupar uma área de 3,5 mil hectares às margens do rio do mesmo nome, cerca de 50 quilômetros do centro de Inocência. A fase de terraplenagem teve início em junho de 2024, e deve impulsionar o desenvolvimento econômico e social da região, aumentando a renda, a arrecadação de impostos e podendo atrair novos investimentos em infraestrutura, transporte e energia para o município.
A capacidade produtiva é de 3,5 milhões de toneladas de celulose por ano, com 400 mil hectares de plantação de eucaliptos e autossuficiência energética de 400 MW de energia limpa.
A planta deve começar a operar até o final de 2027 com a capacidade de 3,5 milhões de celulose de mercado, sendo que desse volume, entre 95% e 98% serão destinados à exportação, para a China, Europa e América do Norte.
O manejo florestal segue protocolos rigorosos de sustentabilidade, com monitoramento ambiental, mapeamento de espécies nativas e a preservação de áreas prioritárias.
Dos 400 MW de energia limpa a partir da biomassa, cerca de 200 MW serão consumidos internamente, com o excedente sendo injetado no sistema elétrico nacional, com volume suficiente para manter uma cidade de grande porte.
No entanto, o grande desafio do Projeto Sucuriú é a logística, já que ao menos 9,6 toneladas de celulose precisam ser escoadas todos os dias até o Porto de Santos (SP), em um trajeto de aproximadamente 1.050 quilômetros.
A empresa aposta em trens com até 100 vagões projetados para o produto, além de alternativas rodoviárias e hidroviárias. As exportações serão feitas em navios tipo “break bulk”, com capacidade entre 50 mil e 80 mil toneladas por viagem.
Fonte: nd+

