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Meio Ambiente detalha ações ambientais do primeiro ano do Novo Acordo de Reparação do Rio Doce

Meio Ambiente detalha ações ambientais do primeiro ano do Novo Acordo de Reparação do Rio Doce

Foto: Carolina Paiva/Agência Minas

O Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) divulgou um caderno que reúne, pela primeira vez, o detalhamento dos investimentos ambientais sob responsabilidade direta do Estado no âmbito do Novo Acordo de Reparação do Rio Doce.

O documento destaca os R$ 3 bilhões destinados exclusivamente às iniciativas ambientais conduzidas pelo Sisema, representando o núcleo essencial das ações de reparação.

O material reúne projetos de proteção e recuperação ambiental, incluindo reflorestamento, restauração ecológica e modernização de serviços que dependem da gestão ambiental. Trata-se do maior volume de investimentos executado pelo Estado desde o rompimento da barragem de Fundão, em 2015.

O caderno também lista ações a serem realizadas pelas empresas Samarco, BHP e Vale, sob fiscalização do Sisema. Entre elas estão recuperação de cursos d’água, controle de erosão, restauração florestal e de habitats aquáticos, monitoramento da qualidade do ar e o descomissionamento parcial do Dique S4.

O Estado ainda coordenará estudos e medidas corretivas em áreas contaminadas nos municípios de Mariana, Barra Longa, Governador Valadares e Aimorés. As ações incluem investigações ambientais para identificar contaminantes relacionados aos rejeitos, conforme previsto no Novo Acordo.

Na área de regularização ambiental, as empresas seguem responsáveis por fomentar o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e o Programa de Regularização Ambiental (PRA) em 781 imóveis rurais. Até agora, foram elaborados 396 projetos de recuperação e firmados 84 termos de compromisso, ampliando a recomposição de áreas degradadas e fortalecendo práticas sustentáveis.

O Sisema acompanha permanentemente todas as intervenções, emitindo pareceres, diretrizes e realizando vistorias de campo para assegurar eficácia, segurança e conformidade ambiental. Esse monitoramento inclui verificação de estruturas implantadas e avaliação contínua dos indicadores ambientais.

Saneamento e pesca

Além dos investimentos estaduais, o Sisema integra as instâncias decisórias de programas de saneamento e pesca previstos no acordo. O programa de saneamento da bacia do Rio Doce prevê R$ 7,54 bilhões para os 200 municípios mineiros da bacia, com foco em garantir água potável, esgoto tratado, gestão de resíduos sólidos e drenagem urbana.

As empresas também devem concluir melhorias nos sistemas de abastecimento de água e repassar recursos aos municípios para coleta e tratamento de esgoto e destinação de resíduos. As obras preveem abastecimento coletivo e individual, incluindo distribuição de água potável até a regularização do sistema alternativo.

No campo da pesca e aquicultura, destaca-se a publicação da Portaria IEF nº 31/2025, que estabelece um novo ordenamento pesqueiro em Minas, garantindo conservação e sustentabilidade da pesca artesanal. Estão previstos ainda R$ 95,3 milhões para os primeiros cinco anos, incluindo a criação da Unidade de Conservação do Santo Antônio.

*Com informações: Agência Minas

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