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Minas detalha plano de R$ 424 milhões para a saúde no Vale do Rio Doce

Imagem: IA/Reprodução

O Governo de Minas apresentou os investimentos do Plano Estadual de Ação em Saúde do Acordo de Reparação do Rio Doce. Ao todo, o pacote prevê R$ 424 milhões para reforçar a rede pública nas cidades atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em 2015, em Mariana.

Nesta primeira etapa, o Estado começa a liberar R$ 220 milhões para 38 municípios. Além disso, 19 cidades já conhecem os valores e as obras previstas. O governador em exercício Mateus Simões(PSD) apresentou os detalhes durante visitas a Periquito, Itueta e Caratinga.

O que o plano muda na prática

Primeiramente, o plano amplia a estrutura física da saúde pública. O governo vai construir novas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), reformar hospitais e criar centros especializados.

Além disso, o Estado vai comprar equipamentos de média e alta complexidade, como arco cirúrgico, ressonância magnética e aparelhos de neurologia. Com isso, os pacientes poderão realizar exames e procedimentos na própria região.

Ao mesmo tempo, o plano fortalece a saúde mental. O governo vai implantar e ampliar Centros de Atenção Psicossocial (Caps), inclusive unidades voltadas ao atendimento de álcool e drogas. Dessa forma, a rede passa a oferecer suporte mais completo à população impactada pelo desastre.

Quantas pessoas serão impactadas

Os 19 municípios que tiveram valores detalhados somam aproximadamente 350 mil habitantes. Portanto, esse contingente poderá sentir os efeitos diretos das obras e da ampliação dos serviços.

Se considerado o total de 38 cidades incluídas na primeira fase, o número pode ultrapassar 500 mil pessoas no Vale do Rio Doce.

Esse impacto ocorre de duas maneiras. De um lado, usuários do SUS passam a contar com mais consultas, exames e atendimentos especializados. De outro, os municípios reduzem a necessidade de transferir pacientes para centros maiores, o que diminui filas e custos.

Onde os maiores investimentos se concentram

Alguns municípios concentram aportes mais robustos.

Em Ponte Nova, por exemplo, o governo vai aplicar R$ 31,2 milhões nos hospitais Arnaldo Gavazza e Nossa Senhora das Dores, além de construir cinco pontos de apoio da Atenção Primária.

Já em Caratinga, o Estado destina R$ 21 milhões ao Hospital Nossa Senhora Auxiliadora, a cinco UBSs e à compra de equipamentos de neurologia.

Em Resplendor, o município receberá quase R$ 5 milhões para UBS, equipamentos hospitalares, ressonância e Caps. Enquanto isso, Rio Casca receberá R$ 5,5 milhões para obras hospitalares e implantação de Caps.

Além das cidades-polo, municípios menores como Fernandes Tourinho, Galiléia, Periquito e Tumiritinga receberão kits de Atenção Primária à Saúde. Assim, o governo fortalece a porta de entrada do SUS.

Por que o plano é estratégico

Desde 2015, moradores da região cobram medidas estruturais que compensem os danos sociais e econômicos provocados pelo rompimento da barragem. No entanto, durante anos, os municípios aguardaram recursos mais robustos.

Agora, o Estado tenta acelerar a reparação. Ao investir na atenção básica e na rede hospitalar, o governo reduz desigualdades regionais. Além disso, ao estruturar serviços permanentes, cria bases para um atendimento mais estável e eficiente.

Por fim, o governo definiu a destinação dos recursos em conjunto com as prefeituras, por meio de oficinas técnicas. Dessa maneira, cada cidade apresentou prioridades específicas e alinhou as obras às demandas locais.

O desafio daqui para frente

O governo promete concluir os repasses até maio. Entretanto, a execução das obras e a contratação de profissionais vão determinar o impacto real do plano.

Se os municípios conseguirem cumprir prazos e manter os serviços ativos, a região poderá viver o maior reforço estrutural da saúde pública desde o desastre de 2015. Caso contrário, o efeito pode ficar abaixo da expectativa.

Portanto, o sucesso do plano dependerá menos do anúncio e mais da capacidade de transformar recursos em atendimento concreto para meio milhão de mineiros.

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