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Ministério da Justiça entra na polêmica envolvendo filme de Gentili e Porchat

Filme de Gentili gera controvérsias

Foto: Reprodução/Netflix

Se você está conectado à web, deve ter ouvido falar sobre a polêmica envolvendo o filme “Como se tornar o pior aluno da escola”, de 2017. A produção é baseada no livro de mesmo nome, escrito pelo humorista Danilo Gentili e lançado em 2009. O longa conta com a participação de Fábio Porchat e também tem a atuação de Danilo Gentili.

O filme foi lançado há cinco anos e já havia passado pelos procedimentos de verificação para estabelecimento da classificação indicativa, e teve a idade mínima de 14 anos para assistir a produção sancionada pelo ministério da Justiça durante o governo de Michel Temer. Além disso, o filme também se enquadra nas determinações feitas pela pasta publicadas no governo de Jair Bolsonaro. 

Contudo, a comédia ficou disponível nestes serviços de streaming somente há poucas semanas, e viralizou nos últimos dias. Isso em função de que aborda o tema de pedofilia e abuso sexual de crianças e adolescentes com uma dose questionável de humor. A produção conta com uma cena em que o personagem de Porchat, que é o vilão do filme, pede que duas crianças o masturbem. Os garotos reagem com surpresa e negam o pedido, depois o personagem abre o fecho da calça e puxa a mão de um dos meninos em direção à ela.

Foto: Reprodução/Netflix

O longa é alvo de ataques e questionamentos, que acusam o filme de pedofilia e apologia do abuso sexual infantil. Logo,com a crescente polêmica e críticas ao filme por parte do secretário especial da Cultura, Mário Frias, e outros integrantes do governo, o Ministério da Justiça determinou a remoção do filme dos catálogos de todas as plataformas de streaming no Brasil.  A multa caso a decisão não seja cumprida é de R$50 mil por dia. 

Além disso, o ministério da justiça também ordenou a mudança da classificação etária do filme de 14 para 18 anos, em um novo despacho assinado pelo secretário José Vicente Santini, publicado no “Diário Oficial da União” desta quarta-feira (16).

Grupos de proteção à infância, associações de pais e tutores, psicólogos e influencers de várias regiões do Brasil se posicionaram contra a indicação etária do filme e até mesmo contra o cunho da piada. 

Gentili se posicionou contra os ataques, destacando que os filmes não fazem apologia ao abuso sexual infantil e sim que seria uma crítica a essa prática. Segundo ele, o filme não não faz apologia À pedofilia e sim vilaniza a prática – tendo em vista que o personagem de Porchat é uma figura de autoridade que ultrapassa os limites do aceitável e é, assim, reconhecido como o vilão.  

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