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Ministério Público cumpre mandados contra sócios da Cervejaria Backer

Ministério Público cumpre mandatos contra sócios da Cervejaria Backer

Foto: Divulgação Internet

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) cumpriu nesta terça-feira (24), mandados de quebra de sigilo bancário e fiscal expedidos contra os sócios da Cervejaria Backer. Além disso, cumpriu também os mandatos de determinação de não se ausentarem do país, cancelamento de passaportes e suspensão de atividades das empresas relacionadas à marca.

Para o Ministério Público, o relançamento de cerveja da marca – que provocou a morte e lesão corporal de inúmeros consumidores – constituiu verdadeiro desrespeito às vítimas. O MP destacou ainda que a campanha de relançamento do produto demonstra a intenção dos sócios em continuarem a produção e venda do produto, em verdadeira continuidade delitiva.

 

Os mandados foram expedidos pelo Juiz da 2ª Vara Criminal de Belo Horizonte, a pedido da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor da capital.

Relançamento da cerveja

A cervejaria Backer realizou uma festa para “relançar” a cerveja Capitão Senra, no dia 17 de outubro. O evento aconteceu no restaurante Templo Cervejeiro, no Bairro Olhos D’Àgua, em Belo Horizonte. Fechado desde o final de janeiro devido às acusações de utilização de dietilenoglicol na fabricação de cervejas, o restaurante voltou a funcionar com uma festa só para convidados.

Na época, a cervejaria chegou a divulgar uma nota de esclarecimento para justificar a reabertura do restaurante. “A reabertura do Templo Cervejeiro advém do respeito da Backer a todos os requisitos e condições legais de funcionamento. A empresa é a principal interessada no esclarecimento de toda e qualquer irregularidade relacionada com suas atividades e, nesse sentido, tem colaborado com o trabalho de autoridades e dos órgãos de fiscalização e controle, ao mesmo tempo que reafirmou a certificação da excelência de seus processos produtivos”.

Ao todo, 26 pessoas foram intoxicadas e 10 morreram após consumirem a cerveja Belohorizontina. AO cso alcançou repercussão nacional e a Polícia Civil chegar a indiciar 11 pessoas por crimes variados.

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