O ministro das Relações Institucionais Alexandre Padilha disse, nesta terça-feira (18), condenar qualquer tipo de ato que danifique processos produtivos, numa alusão às invasões efetuadas recentemente pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Uma delas foi feita nas dependências da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Pernambuco, enquanto a outra ocorreu em sedes do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em três estados: Rio Grande Do Sul, Ceará e Minas Gerais.
Para Padilha, “essa não é a melhor forma de lutar por qualquer coisa” O ministro ainda reforçou que “há instrumentos melhores e mais efetivos” para conquistar a reforma agrária, uma das principais bandeiras do MST, e disse condenar “veementemente qualquer forma utilizada para atrapalhar a produção”.
“O Governo está tomando medidas importantes para fortalecer a agricultura familiar no país, com um programa de aquisição de alimentos, relançado na atual gestão do presidente Lula. É um programa importante que vai beneficiar pequenos e médios produtores, para viabilizar, inclusive, a atividade produtiva dos assentamentos. É muito importante viabilizar economicamente os assentamentos rurais que nós temos, melhorar a qualidade de vida nesses territórios, porque boa produção da agricultura familiar significa comida saudável na mesa do nosso povo”, afirmou o ministro.
A manifestação de Padilha se deu após o Movimento dos Sem Terra ter invadido com cerca de 600 pessoas uma propriedade da Embrapa, como parte da Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária, conhecida como Abril Vermelho. A data marca o confronto entre os Sem Terra e a Polícia Militar do estado do Pará, no dia 17 de abril de 1996, em Eldorado dos Carajás, quando 21 membros do grupo foram mortos pelos militares.

