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Ministro do Meio Ambiente é internado em Brasília

Justiça recebe denúncia contra Salles por suposto contrabando de madeira

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil Arquivo

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, está internado no Hospital das Forças Armadas (HFA), em Brasília, desde a noite dessa terça-feira (27).  A informação foi divulgada na manhã desta quarta (28).

Segundo boletim médico repassado a jornalistas pela assessoria do ministério, Salles foi admitido na emergência do hospital devido a um “mal-estar”.

Ainda de acordo com as informações médicas, Salles “encontrava-se assintomático” ao dar entrada na unidade. Ainda assim, os médicos optaram por manter o ministro internado “para realização de exames de rotina”. Durante a noite, Salles apresentou melhora e, no momento, seu quadro clínico é considerado estável.

Os compromissos oficiais que o ministro tinha agendados ao longo do dia foram cancelados. A equipe médica do HFA divulgará novo boletim as 16h de hoje. Ricardo Salles tem 44 anos e está à frente das pasta desde o início de janeiro.

Em foco

O ministro tem enfrentado uma pesada agenda nos últimos dias devido ao aumento das queimadas na Amazônia.  “Infelizmente este é um ano que aumentou muito (a queimada) porque está muito quente, muito seco. O ano passado e retrasado foram queimadas menores. Já o ano de 2016, os números foram próximos a este ano. Então, se você olhar a série histórica para trás, nós vimos que isso vem oscilando de acordo com essas características, clima seco e tempo quente”, disse o ministro na segunda-feira.

O problema das queimadas estão ainda acompanhados de conflitos políticos, inclusive internacional. Chefes de Estado e governo do G7 que participaram de 45ª conferência de cúpula do bloco acordaram, no último domingo, sobre o envio de ajuda aos países afetados pelos incêndios na região amazônica.

O valor destinado ao Brasil seria de R$ 83 milhões. No entanto, o presidente Jair Bolsonaro e o chefe de Estado francês, Emmanuel Macron vêm trocando farpas, inclusive de ordem pessoal. O ministro defendeu publicamente que o Brasil aceite a ajuda financeira internacional. Já o presidente condicionou a verba a um pedido de desculpas de Macron. (Fonte Agência Brasil)

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