A cantora e compositora Adriana Araújo morreu, aos 49 anos, conforme nota divulgada nas redes sociais da artista nesta segunda-feira (2). No comunicado, a equipe e a família destacam a despedida e pedem orações e apoio ao filho Daniel e ao marido Evaldo.
Adriana havia sido internada após passar mal em casa, sofrer um desmaio e ser levada a uma UPA, com transferência posterior para o Hospital Odilon Behrens. Exames identificaram aneurisma cerebral com hemorragia de grande extensão. A equipe informou que ela permaneceu em coma, entubada e sob cuidados intensivos, com quadro considerado gravíssimo.
Nascida em Belo Horizonte, Adriana Araújo teve a trajetória associada à comunidade Pedreira Prado Lopes, na região da Lagoinha, área reconhecida pela tradição do samba na cidade. Ainda na infância, participou de atividades culturais locais, e teve formação artística com aulas de técnica vocal, além de oficinas de teatro e dança.
A percussionista e bailarina Marlene Silva foi citada como uma das influências no início do caminho artístico. Mais tarde, Adriana integrou o grupo Simplicidade Samba ao lado do sambista Evaldo Araújo, com apresentações que ganharam público em rodas de samba da capital.
Em 2021, lançou o álbum autoral “Minha Verdade”, marco da carreira solo, com repertório voltado a temas como ancestralidade, identidade, negritude e vivências afetivas. Durante a pandemia, realizou lives da laje de casa, combinando apresentações com campanhas de arrecadação e apoio a famílias em situação de vulnerabilidade.
Ao longo da carreira, participou de eventos e palcos relevantes da cidade e de Minas, com circulação em festivais, shows e apresentações ligadas ao samba e à cultura popular. A nota de despedida afirma que a voz e a presença artística de Adriana permanecem registradas nas plataformas onde ela compartilhou seu trabalho.

