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Mostra de Tiradentes encerra edição histórica com recorde de público e impacto econômico em Minas

TIRADENTES - MG - 29ª MOSTRA TIRADENTES - COLETIVA DE IMPRENSA- Atriz -Elisa Lucinda - Foto: Leo Fontes/Universo Produção

A 29ª Mostra de Cinema de Tiradentes encerra sua programação neste sábado (31). O evento se consolida como um dos principais espaços de lançamento e reflexão do cinema brasileiro. Realizada entre 23 e 31 de janeiro de 2026, a Mostra reúne mais de 38 mil pessoas em nove dias de atividades gratuitas.

Além disso, o evento movimenta mais de R$ 10 milhões na economia local e regional. O impacto alcança setores como turismo, serviços e economia criativa.

Tema amplia debate sobre criação e diversidade

Nesta edição, a Mostra adota o tema “Soberania Imaginativa”. A proposta estimula reflexões sobre autonomia criativa e diversidade estética. Também valoriza diferentes territórios e modos de produção do cinema nacional.

Assim, Tiradentes se reafirma como espaço estratégico de encontro. A cidade recebe realizadores, profissionais do setor, pesquisadores, estudantes e público de várias regiões do país.

Programação exibe filmes de todo o Brasil

Ao longo da edição, a Mostra exibe 137 filmes brasileiros em pré-estreia. São 43 longas-metragens e 93 curtas, vindos de 23 estados. As obras integram 21 mostras e sessões especiais.

Dessa forma, a programação reflete a pluralidade do audiovisual brasileiro. Narrativas diversas, estéticas múltiplas e diferentes realidades ganham espaço na tela.

Evento gera empregos e fortalece a economia local

O impacto econômico da Mostra se expressa em números. O evento contrata 280 empresas mineiras e gera mais de 2.500 empregos diretos e indiretos. A equipe de trabalho reúne 184 profissionais.

Além disso, o setor turístico se beneficia diretamente. A edição conta com a parceria de 21 pousadas e hotéis e 16 restaurantes da cidade.

Formação e pensamento crítico estruturam a Mostra

A formação segue como um dos pilares do evento. Ao todo, a Mostra promove 17 atividades formativas, com 623 vagas. A programação inclui oficinas, workshops, laboratórios e masterclasses.

Paralelamente, o Seminário do Cinema Brasileiro reúne cerca de 160 profissionais. São realizados 59 debates e bate-papos sobre políticas públicas, financiamento, circulação e desafios do setor.

Fórum debate políticas públicas para o audiovisual

A edição sedia o 4º Fórum de Tiradentes – Encontros pelo Audiovisual. O espaço reúne mais de 70 profissionais e representantes do poder público. As discussões abordam a convergência de políticas públicas para o setor.

Como resultado, os participantes elaboram a Carta de Tiradentes 2026. O documento defende a articulação entre União, estados e municípios e o fortalecimento de um sistema audiovisual descentralizado.

Mercado amplia conexões internacionais

No eixo de mercado, a Conexão Brasil CineMundi fortalece a internacionalização do cinema brasileiro. O programa seleciona 20 projetos audiovisuais em desenvolvimento e em fase de finalização.

Durante a Mostra, produtores e realizadores participam de 70 reuniões com 22 players internacionais, vindos de 12 países. As rodadas ampliam oportunidades de coprodução e circulação global.

Homenagem, artes e cidade

A atriz, roteirista e diretora Karine Teles é a homenageada desta edição. A Mostra exibe sete filmes que destacam sua trajetória no cinema brasileiro contemporâneo.

Além disso, a programação inclui 32 atrações artísticas e o lançamento de sete livros. As atividades ocupam diferentes espaços urbanos e reforçam a relação entre cinema, artes e território.

Acessibilidade amplia o acesso do público

O compromisso com a inclusão marca a edição. A Mostra oferece tradução em Libras em 11 atividades. Também disponibiliza recursos como audiodescrição, legendas e narração em Libras em 21 filmes.

Com isso, diferentes públicos conseguem acessar as sessões e os debates.

Mostra reafirma papel estratégico no audiovisual brasileiro

Ao encerrar sua 29ª edição, a Mostra de Cinema de Tiradentes reafirma sua relevância nacional. O evento articula exibição, formação, mercado e políticas públicas. Dessa maneira, fortalece o cinema brasileiro contemporâneo e sua diversidade.

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