A Motiva (antiga CCR) confirmou a venda de sua plataforma aeroportuária — que inclui os aeroportos de Confins e Pampulha, em Minas Gerais — ao grupo mexicano ASUR (Grupo Aeroportuario del Sureste). A informação foi divulgada em comunicado oficial da empresa, enviado ao mercado e à imprensa.
A operação, que envolve 20 aeroportos no Brasil e no exterior, está avaliada em R$ 11,5 bilhões. Desse total, R$ 5 bilhões correspondem à participação acionária da Motiva nas concessões, enquanto R$ 6,5 bilhões referem-se à transferência de dívidas da CPC Holding, estrutura que reúne os ativos aeroportuários.
Segundo a Motiva, a conclusão da venda depende de aprovações regulatórias e deve ocorrer ao longo de 2026. Até lá, a empresa seguirá responsável pela operação dos terminais, incluindo manutenção de serviços, contratos e quadro de funcionários.
Nota oficial da Motiva sobre a venda
No comunicado divulgado ao mercado, a Motiva afirmou:
“A Motiva informa que firmou acordo para a venda de sua plataforma aeroportuária ao Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR). A transação engloba a totalidade dos 20 aeroportos administrados pela companhia, no Brasil e no exterior, e representa um avanço na estratégia de simplificação de portfólio e disciplina de capital da empresa. Até a conclusão do processo regulatório, todas as operações seguem normalmente, com manutenção do quadro de colaboradores, contratos e investimentos previstos.”
A companhia também reforçou que a operação visa concentrar esforços nos setores rodoviário e ferroviário, considerados prioritários para a estratégia de expansão.
Repercussão no setor
O Ministério de Portos e Aeroportos confirmou ter sido informado da operação e classificou o movimento como resultado da “confiança internacional no ambiente regulatório brasileiro”. A pasta ressaltou que a venda seguirá o rito de análise das autoridades responsáveis.
A transação envolve aeroportos em Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Goiás, Rio Grande do Sul, além de terminais na Costa Rica, Equador e Curaçao.
Em Minas, a venda inclui o Aeroporto Internacional de Belo Horizonte (Confins) e o Aeroporto Carlos Drummond de Andrade (Pampulha) — ambos administrados pela Motiva desde seus respectivos processos de concessão.
A empresa reforçou que, até a conclusão da transferência, não haverá mudanças operacionais para passageiros, companhias aéreas ou serviços instalados nos terminais mineiros.

