A Polícia Civil identificou nesta sexta-feira (3) o motorista que levou Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, até a Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, após a morte de Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76. Segundo a investigação, o homem trabalha com transporte por aplicativo e não teve participação no crime.
Paola é investigada pelo latrocínio do casal, encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul da capital. Ela havia ido ao imóvel para prestar serviço como diarista pela primeira vez e, conforme a Polícia Civil, deixou o prédio com objetos das vítimas.
O motorista foi localizado pelos investigadores e prestou depoimento. De acordo com o delegado Gustavo Barletta, o homem reconheceu Paola como a passageira que entrou no carro nas proximidades do prédio onde o crime ocorreu.
A suspeita de participação do motorista havia surgido porque o veículo permaneceu estacionado por cerca de 15 minutos em uma região próxima ao local onde Paola teria descartado parte dos materiais levados do apartamento. Em depoimento, o condutor afirmou que aguardava uma nova chamada para corrida, já que estava em uma área próxima ao Pátio Savassi.
Segundo a Polícia Civil, o motorista conseguiu comprovar que fez outras viagens ao longo daquela segunda-feira (29) para passageiros diferentes. A corporação informou que, com os elementos reunidos até o momento, não há indícios de que ele soubesse do crime ou tivesse combinado apoio à fuga da investigada.
Aos policiais, o homem relatou que Paola se aproximou do carro depois de descartar materiais em uma caçamba. Ela teria perguntado se ele poderia levá-la até a Praça Sete pelo valor de R$30. Durante o trajeto, Paola teria oferecido ao motorista dois pares de tênis. A polícia apura se os itens pertenciam ao advogado assassinado. Ao chegar ao Centro, a suspeita teria pago a viagem com uma nota de R$50 e recusado o troco.
O motorista também disse aos investigadores que ainda não havia procurado a polícia porque trabalhava durante o dia e não tinha acompanhado a repercussão do caso. Segundo o relato, familiares o alertaram nesta sexta-feira, e ele informou que pretendia prestar esclarecimentos.
A investigação continua para esclarecer a dinâmica do crime, localizar outros bens levados do apartamento e apurar se houve receptação dos objetos subtraídos.

