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Mulher e amante que se passava por “filho adotivo” são presos após manter idoso em cativeiro

idosa

Foto: Reprodução

Em Varginha, no Sul de Minas, um caso assombroso. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) autuou em flagrante uma mulher, de 51 anos, e um homem, de 26, pelo crime de roubo, agravado pelo concurso de agentes e pela restrição da liberdade da vítima, um idoso de 72 anos. A PCMG também representou pela conversão da prisão em flagrante para a prisão preventiva. O casal foi detido em flagrante pela Polícia Militar após uma denúncia anônima.

Entenda o caso

Segundo a denúncia, o casal estava mantendo em cativeiro um idoso, em péssimas condições de cuidado e de higiene, em imóvel do bairro Industrial Reinaldo Forest.

Após a abordagem dos policiais militares, a vítima foi encaminhada para atendimento médico, e os suspeito, presos e encaminhados à Delegacia de Polícia de Plantão de Varginha.

Apurações

As informações iniciais apontam que o idoso residia com uma irmã, que faleceu recentemente. A partir disso, a investigada teria se apoderado da casa do idoso, simulando ter se casado com ele, deixando-o fechado em um imóvel dos fundos, sem cuidados razoáveis.

Ela estaria com um amante na casa principal, alegando ser ele o seu “filho adotivo”. Ambos deixavam o idoso nos fundos, em condições degradantes, sem água, comida, em meio a fezes e urina.

A perícia oficial da Polícia Civil foi acionada e, além de confirmar as condições de manutenção por qual passava o idoso, encontrou no local bebidas alcoólicas, resquícios de drogas e medicamentos possivelmente usados para dopar a vítima.

O delegado Alexandre Boaventura Diniz ressalta que “a prova inicial, que deverá ser aprofundada, indica que os autores praticaram esse ato grave, que assemelha aos crimes praticados pelo serial killer mundialmente conhecido Charles Sobrhaj, unicamente com intuito de se apoderar do patrimônio da vítima. Assim, existindo indicativos do dolo de subtração de patrimônio e que para obter a vantagem econômica, os autores se valeram de recursos que impossibilitaram a resistência pela vítima, foi entendido que o crime registrado consistia em roubo, agravado, cuja pena prevista, mínima e máxima, superam, respectivamente, quatro e dez anos de reclusão”.

Após os trabalhos de polícia judiciária os suspeitos foram encaminhados ao sistema prisional.

*Com informações da Polícia Civil de Minas Gerais

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