Em um Carnaval que deve reunir 14,9 milhões de foliões em todo o estado, Minas Gerais reforça um recado direto e sem margem para dúvida: assédio não é brincadeira, é crime. Por isso, no Carnaval 2026, o enfrentamento à violência contra a mulher ocupa o centro da estratégia de segurança pública.
Nesse contexto, o Estado aposta em campanhas educativas, estruturas exclusivas de acolhimento e canais de denúncia operados por equipes femininas. Além disso, as forças de segurança prometem resposta rápida e tratamento rigoroso às ocorrências.
Dessa forma, a iniciativa reúne ações integradas da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese). Assim, o foco permanece na prevenção, no atendimento imediato às vítimas e, sobretudo, na responsabilização dos agressores.
Campanha deixa o recado claro: depois do não, é crime
Para reforçar a mensagem, a campanha “Depois do não, é crime, uai!”, da Polícia Civil de Minas Gerais, será intensificada durante todo o período carnavalesco. Com isso, o Estado busca conscientizar os foliões de que puxar cabelo, beijar sem consentimento, tocar o corpo da mulher ou insistir após uma negativa configura crime de importunação sexual.
Além da divulgação visual nos blocos e nas áreas de grande circulação, a campanha reforça os canais de denúncia. Dessa maneira, vítimas e testemunhas recebem orientação clara sobre como agir e onde buscar ajuda.
Ao mesmo tempo, as forças de segurança adotam um discurso firme. Portanto, qualquer violação será tratada como ocorrência policial. Assim, o registro será imediato e o caso seguirá para as autoridades competentes.
Cabines rosas garantem acolhimento exclusivo para mulheres
Como parte dessa estratégia, em Belo Horizonte, o Plantão Integrado de Atendimento às Mulheres funcionará durante os quatro dias oficiais de Carnaval. Nesse espaço, mulheres vítimas de assédio ou violência sexual encontrarão uma cabine de acolhimento seguro.
Nesse atendimento, as vítimas poderão receber:
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escuta qualificada
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atendimento psicossocial
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orientação jurídica
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encaminhamento para registro policial e serviços de saúde, quando necessário
Além disso, todo o atendimento será realizado por equipes formadas majoritariamente por mulheres. Com isso, o Estado busca reduzir o constrangimento e fortalecer a confiança das vítimas no momento da denúncia.
Canal exclusivo da PM funciona 24 horas
Além das cabines, a Polícia Militar manterá um canal exclusivo para mulheres durante toda a folia. Nesse caso, o atendimento será feito pelo 190, com chamadas direcionadas a atendentes do sexo feminino.
Enquanto isso, o serviço funcionará 24 horas por dia. Assim, a denúncia poderá ser feita de forma rápida, mesmo em meio à multidão. Ao mesmo tempo, as equipes policiais atuarão para garantir atendimento imediato no local da ocorrência.
Diante disso, a orientação das forças de segurança é clara: a vítima não deve se calar. Da mesma forma, não deve se afastar sozinha. Portanto, o ideal é buscar apoio imediato da polícia ou das equipes identificadas nos blocos.
Recado direto aos foliões
Por fim, ao reforçar essas ações, Minas envia um aviso direto a quem pretende curtir o Carnaval no estado:
mulher não é objeto. Mulher é patrimônio social, cultural e humano.
Assim, respeitar é regra.
Consequentemente, ultrapassar limites terá consequência.

