Nessa quarta-feira (20), uma mulher de 53 anos morreu após ser atacada por seis cães pitbulls. O caso aconteceu em uma chácara, localizada na área rural de Birigui (SP). Marli Donega foi visitar o namorado, que é caseiro do local, quando os cães a atacaram, segundo informações da Polícia Civil.
O namorado tentou ajudar a afastar os cães, mas também foi mordido. Mesmo com vários ferimentos, ele conseguiu fugir para dentro do imóvel e pedir ajuda de familiares antes de ficar desacordado. A equipe de resgate foi acionada, mas encontrou a mulher já sem vida no local.
O caseiro foi levado ao Pronto-Socorro Municipal com diversos ferimentos. Os pitbulls foram contidos por outras pessoas que estavam na chácara. O caso foi registrado pela filha da vítima como morte suspeita. Assim, será investigado pela Polícia Civil. A responsável pela chácara informou que não vai comentar sobre o caso.
Vítima tinha contato com os cães
O filho de Marli Donega afirmou que a mãe costumava frequentar a propriedade e tinha contato com os animais. O namorado da vítima era o caseiro responsável por alimentar os cachorros e cuidar da propriedade.
“O dia em que ele não trabalhava, minha mãe dormia na chácara. Ela tinha contato com os animais. Minha mãe era uma pessoa muito acolhedora e disposta a ajudar. Essa é a imagem que vai ficar”, diz o filho da vítima, o fisioterapeuta Hugo Tizura.
Segundo a Polícia Civil, Marli, o namorado e um colega saíram para ir a um restaurante. Os pitbulls foram soltos antes dos três deixarem a chácara. Quando o casal retornou para a propriedade, o ataque aconteceu. O homem tentou impedir que Marli fosse ferida pelos cães, mas também foi mordido.
De acordo com a Polícia Militar, Marli sofreu múltiplas fraturas, escalpelamento, diversos ferimentos provocados por mordidas, lacerações e teve partes do corpo arrancadas. O namorado da vítima foi socorrido com hemorragias intensas em diversas partes do corpo, múltiplos cortes profundos e suspeita de fratura em uma das pernas. Ele segue internado na Santa Casa de Birigui.
Velório com caixão fechado
O corpo de Marli foi velado com caixão fechado e enterrado na quinta-feira (21), em um cemitério de Birigui. Parentes e amigos acompanharam a cerimônia, que durou pouco tempo por conta da pandemia de Covid-19. Segundo relatou o tio de Marli, a família ficou chocada e apavorada após saber como a morte ocorreu.
“Foi massacrada. Não merecia. Foi uma tragédia horrível. Vai fazer muita falta. A Marli era gente para ninguém botar defeito. Ela cuidava de toda a molecada das igrejas. Não tinha tempo ruim”, afirma o tio da vítima, o aposentado Alcides Paschoal.

