Uma mulher de 31 anos morreu, na noite deste sábado (22), na pista de dança de uma festa na cidade de Guarulhos, na Grande São Paulo. Marina Gomes Vieira, de 31 anos, passou mal durante a comemoração da despedida de solteira de uma amiga. Algumas pessoas do público filmaram a vítima sendo socorrida e reclamaram que a banda sequer parou de tocar enquanto ocorria o atendimento.
Marina começou a se sentir mal depois de tomar uma cerveja e de uma rodada de tequila. Pouco depois, ela relatou para os amigos que não estava passando bem. Primeiro, a mulher teve uma convulsão, depois uma parada cardíaca. Ela foi reanimada por outra cliente, enfermeira, que estava no local. A profissional a reanimou duas vezes antes de chegar o socorro.
“Enquanto isso, a banda de samba que se apresentava no local não parava de tocar. Estamos todos indignados com isso”, uma testemunha, que pediu para não ter o nome identificado. Uma outra pessoa que estava no bar, que também preferiu não ter o nome divulgado, reclamou que o estabelecimento não permitiu a retirada de Marina. Os amigos da vítima então decidiram ligar para o Samu.
“Eles não tinham um bombeiro na casa, ninguém para prestar socorro, o samba continuava, as pessoas bebendo, os garçons passando do lado, foi uma cena de terror. O que aconteceu foi deprimente, uma coisa estúpida”, disse a testemunha.
Em nota, a Secretaria de Saúde de Guarulhos informou que “o Samu Guarulhos foi acionado às 18h08 deste sábado (21). A primeira viatura chegou ao local às 18h32, apenas 23 minutos depois do chamado. Ou seja, dentro do tempo apropriado para o deslocamento da base até o local”.
Outra testemunha relatou que o Samu chegou muito depois. “Eles passaram com custo. Os bombeiros passando com a música tocando, ninguém parou, ninguém teve a sensibilidade de parar. Foram atender e a mulher morreu no local. Fizeram massagem cardíaca e ela já saiu morta”, afirmou uma pessoa que estava no local.
Falta de empatia
O estabelecimento funcionou normalmente nesse domingo. Além disso, por meio de nota, os responsáveis informaram que não se trata de uma casa de espetáculos, mas de um bar com música ao vivo com capacidade para 400 pessoas. E, portanto, não tem obrigação de manter uma ambulância no local.
Eles também afirmaram ter prestado todo o atendimento e que a banda só tocou nos minutos após o mal súbito sofrido por Marina. De acordo com a empresa, não se sabia da gravidade da situação até aquele momento. Pouco depois, os músicos teriam parado a apresentação e o gerente acionou diretamente o comandante do Corpo de Bombeiros para o envio de equipe médica.
O estabelecimento disse ainda que um garçom que já trabalhou no aeroporto e tem formação em primeiros socorros ofereceu os primeiros atendimentos. Eles sustentam, ainda, que Marina saiu com vida do local e os clientes que estavam na despedida de solteiro não foram obrigados a pagar a conta.
Assista aos vídeos gravados pelas testemunhas nesse link!

