{"id":10786,"date":"2025-09-18T07:40:00","date_gmt":"2025-09-18T10:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/defatoonline.com.br\/mundo\/?p=10786"},"modified":"2025-09-18T00:49:50","modified_gmt":"2025-09-18T03:49:50","slug":"ponte-que-quase-dancava-com-o-vento-foi-arrumada-por-tecnologia-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/defatoonline.com.br\/mundo\/ponte-que-quase-dancava-com-o-vento-foi-arrumada-por-tecnologia-brasileira\/","title":{"rendered":"Ponte que quase &#8220;dan\u00e7ava&#8221; com o vento foi arrumada por tecnologia brasileira"},"content":{"rendered":"\n<p>A Ponte Rio-Niter\u00f3i, oficialmente chamada Ponte Presidente Costa e Silva, enfrentou durante d\u00e9cadas um desafio significativo: ventos fortes faziam a estrutura oscilar mais de um metro.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O ponto mais cr\u00edtico era o v\u00e3o central de 300 metros, constru\u00eddo para permitir a passagem de navios pela Ba\u00eda de Guanabara. Com 72 metros de altura, essa se\u00e7\u00e3o expunha a ponte \u00e0 a\u00e7\u00e3o direta de rajadas, chegando a mais de 60 km\/h, exigindo at\u00e9 fechamento tempor\u00e1rio da travessia em casos extremos.<\/p>\n\n\n\n<p>O balan\u00e7o constante da ponte n\u00e3o era apenas desconfort\u00e1vel para motoristas; representava risco real de desgaste estrutural. Vibra\u00e7\u00f5es repetitivas comprometiam as vigas met\u00e1licas e aumentavam a probabilidade de fissuras, al\u00e9m de amea\u00e7ar a estabilidade da ponte.<\/p>\n\n\n\n<p>Encontrar uma solu\u00e7\u00e3o que fosse segura, duradoura e que n\u00e3o interrompesse o tr\u00e1fego di\u00e1rio, que chega a mais de 150 mil ve\u00edculos, tornou-se prioridade para engenheiros e autoridades.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" data-id=\"10788\" src=\"https:\/\/defatoonline.com.br\/mundo\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/Captura-de-tela-2025-09-18-004628.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-10788\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9ditos: Reprodu\u00e7\u00e3o<br><\/figcaption><\/figure>\n<\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A tecnologia brasileira que estabilizou a ponte<\/h2>\n\n\n\n<p>Em 2004, pesquisadores da COPPE\/UFRJ, liderados pelo professor Ronaldo Battista, desenvolveram os Atenuadores Din\u00e2micos Sincronizados (ADS), um sistema inovador e totalmente brasileiro. Diferente de m\u00e9todos tradicionais, os ADS n\u00e3o tentam impedir o movimento da ponte; eles se movem em sincronia com a estrutura para reduzir as oscila\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O sistema \u00e9 formado por 32 caixas de a\u00e7o suspensas por molas, que funcionam como contrapesos para absorver a energia do vento, reduzindo as oscila\u00e7\u00f5es da ponte de 1,2 metro para cerca de 10 cent\u00edmetros.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m de garantir conforto para motoristas, o sistema prolongou a vida \u00fatil da ponte, reduzindo o desgaste de materiais e a necessidade de manuten\u00e7\u00e3o emergencial. Interrup\u00e7\u00f5es por vento forte praticamente deixaram de ocorrer, trazendo economia e seguran\u00e7a.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Ponte Rio-Niter\u00f3i, oficialmente chamada Ponte Presidente Costa e Silva, enfrentou durante d\u00e9cadas um desafio significativo: ventos fortes faziam a estrutura oscilar mais de um metro.&nbsp; O ponto mais cr\u00edtico era o v\u00e3o central de 300 metros, constru\u00eddo para permitir a passagem de navios pela Ba\u00eda de Guanabara. 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