{"id":12202,"date":"2025-10-27T17:40:00","date_gmt":"2025-10-27T20:40:00","guid":{"rendered":"https:\/\/defatoonline.com.br\/mundo\/?p=12202"},"modified":"2025-10-27T13:48:25","modified_gmt":"2025-10-27T16:48:25","slug":"fruta-que-sobrevive-a-incendio-e-super-doce-e-pode-virar-ate-farinha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/defatoonline.com.br\/mundo\/fruta-que-sobrevive-a-incendio-e-super-doce-e-pode-virar-ate-farinha\/","title":{"rendered":"Fruta que sobrevive a inc\u00eandio \u00e9 super doce e pode virar at\u00e9 farinha"},"content":{"rendered":"\n<p>No cerrado sul-mato-grossense, as flores da guavira sucedem \u00e0 beleza dos ip\u00eas, pintando a paisagem com cores vibrantes. Essa planta nativa produz frutos doces e ligeiramente \u00e1cidos, apelidados de gabiroba. <\/p>\n\n\n\n<p>Com casca delicada e polpa hidratante, a fruta \u00e9 perfeita para comer fresca ou transformar em sucos, geleias, licores e doces. Sua florada ocorre na seca, de setembro a outubro, em um per\u00edodo breve de menos de uma semana, sinalizando o come\u00e7o da colheita.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"640\" height=\"427\" src=\"https:\/\/defatoonline.com.br\/mundo\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/gabiroba6.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-12204\" srcset=\"https:\/\/defatoonline.com.br\/mundo\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/gabiroba6.webp 640w, https:\/\/defatoonline.com.br\/mundo\/wp-content\/uploads\/2025\/10\/gabiroba6-300x200.webp 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Cr\u00e9ditos: Acervo Apremavi<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Import\u00e2ncia das Abelhas na Reprodu\u00e7\u00e3o<\/h4>\n\n\n\n<p>As abelhas desempenham papel crucial na forma\u00e7\u00e3o dos frutos da guavira. Elas buscam n\u00e9ctar e p\u00f3len nas flores para fazer mel, e ao voar entre elas, polinizam, permitindo a fecunda\u00e7\u00e3o. O processo leva cerca de dois meses at\u00e9 os frutos amadurecerem. <\/p>\n\n\n\n<p>O bot\u00e2nico Pedro Isaac Vandelei explica que a guavira prioriza ra\u00edzes subterr\u00e2neas, sobrevivendo a queimadas que destroem a parte a\u00e9rea, rebrotando rapidamente sem precisar de troncos robustos.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">S\u00edmbolo Regional e Inova\u00e7\u00e3o Gastron\u00f4mica<\/h4>\n\n\n\n<p>A guavira \u00e9 oficialmente o fruto s\u00edmbolo de Mato Grosso do Sul, enraizada no cerrado e valorizada na culin\u00e1ria local. Produtos como farinha integral, casca cristalizada, isot\u00f4nico e ch\u00e1 derivam dela, criados no laborat\u00f3rio de Engenharia de Alimentos da UFMS. <\/p>\n\n\n\n<p>A professora Raquel Pires Campos destaca que colher a fruta madura evita amargor, pois ela \u00e9 perec\u00edvel e o processamento prolonga sua disponibilidade anual.<\/p>\n\n\n\n<h4 class=\"wp-block-heading\">Beleza Ef\u00eamera das Flores e Ciclo Biol\u00f3gico<\/h4>\n\n\n\n<p>As flores da guavira, suaves e tempor\u00e1rias, duram tr\u00eas a quatro dias por ramo. Em uma semana, florescem, e em 15 dias, os frutos come\u00e7am a aparecer, como uma vers\u00e3o do cerrado da jabuticaba. <\/p>\n\n\n\n<p>A agr\u00f4noma Juliana Casadei nota que o aroma atrai polinizadores, essenciais para o cruzamento e produ\u00e7\u00e3o de frutas. Essa resili\u00eancia e delicadeza tornam a guavira um \u00edcone da biodiversidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No cerrado sul-mato-grossense, as flores da guavira sucedem \u00e0 beleza dos ip\u00eas, pintando a paisagem com cores vibrantes. Essa planta nativa produz frutos doces e ligeiramente \u00e1cidos, apelidados de gabiroba. Com casca delicada e polpa hidratante, a fruta \u00e9 perfeita para comer fresca ou transformar em sucos, geleias, licores e doces. 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