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Municípios mineradores cobram, em reunião nesta quarta, garantias de investimentos da Vale no Estado

Integrantes da Amig - Foto Amig Divulgação

A Associação dos Municípios Mineradores de Minas Gerais e do Brasil (Amig) promove nesta quarta-feira (26), na sede da entidade, em Belo Horizonte, uma reunião com representantes da mineradora Vale. O horário do encontro não foi informado. A pauta é sobre a continuidade das atividades da mineradora em Minas Gerais e os investimentos que serão feitos no estado.

“Os municípios mineradores querem ouvir da Vale se os investimentos que estão ocorrendo no Pará não estão acontecendo em detrimento a Minas, ou seja, não está se investindo mais lá para deixar de se investir aqui. Queremos ter certeza de que a Vale não está indo embora do estado, diminuindo seus investimentos e de que vai continuar aqui, minerando por décadas à frente como estava previsto antes do acidente de Brumadinho”, disse o presidente da entidade e prefeito de Nova Lima, Vitor Penido, por meio da assessoria de imprensa.

A Amig tem 24 municípios associados e a grande maioria está sofrendo prejuízos após o rompimento de uma barragem da Vale em Brumadinho, no dia 25 de janeiro, que deixou 246 mortos e 24 desaparecidos. A tragédia trouxe à tona a situação de risco de várias outras represas de rejeitos da mineradora e suscitou uma série de ações na Justiça, inclusive, com a suspensão da atividade da Vale em algumas minas.

A crise afetou profundamente a produção e a receita da Vale. No início de maio, o primeiro balanço operacional de 2019 divulgado pela mineradora depois do desastre em Brumadinho apontou queda de 11% no volume total de minério de ferro produzido em relação ao mesmo período de 2018.

De todas as plantas da mineradora em Minas Gerais, somente Itabira apresentou números positivos. Foram 9,3 milhões de toneladas de minério de ferro produzidos de janeiro a março deste ano, o que representa 2,8% a mais que o mesmo período de 2018, quando a produção foi de 9,040 milhões de toneladas.

EXTRAÇÃO NO PARÁ

Enquanto a situação está crítica em Minas, no Pará, os números da Vale são cada vez mais postivio. Localizado no município de Canaã dos Carajás, no sudeste desse estado, a empresa instalou o maior complexo minerador da sua história: o S11D. O projeto tem investimento de US$ 6,4 bilhões (ou R$ 24,5 bilhões). E o que mais se destaca é o alto teor de ferro encontrado nas Minas do Pará 66,7% contra uma média de 40% em Minas.

A expectativa em relação à reunião desta quarta-feira com representantes da Vale é grande, não apenas sobre o seu projeto para Minas Gerais, mas também para questões pontuais. O prefeito de Barão de Cocais, Décio dos Santos, espera que a empresa apresente um plano de compensação para o município, que sofre com a ameaça de rompimento da barragem Sul Superior, em alerta máximo desde o dia 22 de março.

“A gente espera que a mineradora tenha a sensibilidade de apoiar o município. Não vamos fechar esta porta. Mas se não tivermos uma negociação mais plausível pelo impacto a Vale  está causando na nossa cidade, vamos acionar pelas vias judiciais”, declarou Décio dos Santos.  

CICLO DA MINERAÇÃO EM ITABIRA

Já na quinta-feira (27), a (Amig) promove em Itabira a Reunião Itinerante com o tema “Ciclo da Mineração: do início à exaustão”. O evento será realizado no Hotel It – Itabira (Bristol). Conforme a entidade, Minas Gerais e o Brasil têm na mineração um dos principais pilares econômicos, sendo a atividade fundamental para o desenvolvimento de políticas públicas e valorização do cidadão.

“No entanto, nos últimos anos alguns fatos provocaram transformações significativas nas relações entre cidades e mineração, e com ela, a necessidade de discutirmos caminhos e alternativas para que cidades, mineração, sociedade e ambiente recebam os melhores resultados e maximizem seu desenvolvimento de forma equilibrada”, ressalta a nota divulgada pela Amig.

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