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“Não é aumento, voltamos ao que era antes”, diz braço direito de Ronaldo

Braço direito do prefeito eleito Ronaldo Magalhães (PTB) e cotado para assumir cargo de relevância no futuro governo, o empresário Wilson Campos, presidente do PTB, saiu em defesa do polêmico projeto que reajusta os salários do primeiro escalão da Prefeitura de Itabira a partir do ano que vem. Em entrevista ao portal DeFato Online, o petebista argumenta que a matéria não trata de aumento, mas apenas retornar os vencimentos aos mesmos patamares que era antes do atual prefeito, Damon Lázaro de Sena (PV), reduzi-los em 25%.

Wilson Campos justifica o reajuste à possibilidade de montar um secretariado técnico e com disponibilidade exclusiva ao governo municipal. Segundo ele, com os vencimentos atualmente praticados, o futuro prefeito não conseguiria montar a equipe com a qualidade que deseja. “Hoje, com essa redução, o salário de secretário ficou em sete mil e pouco. Com os descontos, o secretário está recebendo cerca R$ 5 mil. Tem motorista na Prefeitura que ganha sete, oito mil. Como que você vai buscar no mercado estímulo, pessoas comprometidas e capacitadas, para ganhar menos que um motorista?”, questiona o presidente do PTB.

O petebista recordou o projeto de lei do prefeito Damon que reduziu os salários do chefe do Executivo, do vice e dos secretários municipais. Segundo o Portal da Transparência, na época da mudança, em agosto de 2015, o prefeito recebia R$ 24.986,16 e caiu para R$ 18.739,62. O vice-prefeito, que ganhava R$ 12.492,86, passou a receber R$ 9.369,64. Já os secretários tiveram os vencimentos reduzidos de R$ 10.578,34 para R$ 7.933,75.

Segundo Wilson Campos, a nova proposta, que tramita na Câmara de Vereadores, é retornar ao patamar antigo e reajustar pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), no caso dos secretários. “O do prefeito, que estamos estipulando em R$ 23.670,00 iria para R$ 32 mil se fosse corrigido. Então, não estamos corrigindo nenhum centavo. O do secretário está voltando ao que era antes e corrigindo o IPCA. Daria algo superior a R$ 13 mil e preferimos estabelecer em R$ 12,9 mil. E o salário do vice foi igualado com o do secretário, porque, na verdade, o vice-prefeito ficaria com menos que o do secretário”, argumenta.


Empresário Wilson Campos saiu em defesa de projeto que trata de reajuste salarial ao primeiro escalão da Prefeitura de Itabira

Recomposição

Wilson Campos também falou sobre as ações que estão sendo pensadas para o governo para que o eventual reajuste salarial, caso aprovado pela Câmara, não prejudique ainda mais as finanças da Prefeitura. De acordo com ele, os secretários voltarão a trabalhar em horário integral, “sem dias santos, sábados e domingos”. “A conversa que o Ronaldo vai ter com o futuro secretário é exigir disponibilidade, largar tudo para se dedicar. Se houver algum impedimento (para dedicação exclusiva), iremos agradecer e procurar outro”, afirmou.

Outro ponto apresentado pelo líder partidário é que haverá cortes profundos nas estruturas de cargos comissionados e redução de secretarias. Segundo Wilson, devem ser extintos de 100 a 150 postos de livre nomeação e as 21 atuais secretarias devem ser reduzidas para 17. “Será uma equação de oito para um. A cada R$ 8 milhões economizados com o corte, teremos o acréscimo de R$ 1 milhão com os reajustes salariais”, defende.

Polêmica

O projeto de reajuste começou a tramitar na última terça-feira, 29 de novembro, e deve ser analisado nesta tarde de quinta-feira (1º/12) na Câmara de Vereadores de Itabira, durante reunião de comissões. O encontro deve ser movimentado, com a promessa de manifestação, especialmente por parte do sindicato dos servidores públicos. Nas redes sociais, as afirmações de populares têm sido em tom de indignação por causa do reajuste.   

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