O vereador Leonardo Ângelo (Cidadania) reagiu duramente à decisão da Justiça Eleitoral que determinou, em primeira instância, a cassação de seu mandato. A sentença foi publicada nesta última quarta-feira dia (17), pela 29ª Zona Eleitoral de Belo Horizonte, e ainda não é definitiva, já que cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).
A decisão aponta supostas irregularidades na campanha eleitoral de 2024, como abuso de poder econômico e uso indevido de recursos. Além da cassação, a sentença prevê a anulação dos votos e a inelegibilidade por oito anos. Apesar disso, Leonardo Ângelo permanece no exercício do mandato, uma vez que a decisão não tem efeito imediato.
“Jamais me curvarei”
Em nota pública, Leonardo Ângelo negou qualquer irregularidade e elevou o tom contra os autores da ação, afirmando que o processo é motivado por interesses políticos de adversários derrotados nas urnas.
“Estou sendo vítima de uma perseguição política clara, movida por interesses pessoais de quem não aceitou o resultado da eleição. Todas as minhas contas foram analisadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral. O que está em jogo aqui não é apenas o meu mandato, mas o respeito à vontade do eleitor. Jamais me curvarei às vontades de pessoas mal-intencionadas e sem caráter”, afirmou.
Segundo o vereador, a ação busca criminalizar apoios políticos legítimos e criar um ambiente de instabilidade institucional, transformando disputas eleitorais em batalhas judiciais.
O que diz a decisão
A sentença sustenta que Leonardo Ângelo teria se beneficiado de uma suposta estrutura paralela de campanha, com gastos não contabilizados oficialmente. O juiz entendeu que isso poderia ter influenciado o resultado da eleição, decidida por margem apertada de votos.
A ação foi apresentada pelo primeiro suplente da coligação, que questionou a legalidade da campanha e pediu a anulação dos votos do vereador.
Defesa vai recorrer
A defesa do parlamentar afirma que não houve caixa dois, nem qualquer tipo de fraude, e reforça que não existe condenação criminal contra Leonardo Ângelo. O vereador sustenta que o processo tenta reverter no Judiciário um resultado que não foi alcançado nas urnas.
“Vamos recorrer com serenidade e confiança. Acreditamos que o TRE-MG irá corrigir essa injustiça e reafirmar a soberania do voto popular”, declarou.
Próximos passos
O recurso será analisado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, que pode manter ou derrubar a decisão. Até lá, Leonardo Ângelo segue no cargo e afirma que continuará exercendo o mandato normalmente.

