Lúcia de Oliveira Fonseca foi presa depois que a polícia de Ipatinga recebeu uma denúncia anônima de que ela estava criando um casa, um urubu. A prisão aconteceu na tarde de ontem, 12 de março, sob a acusação de crime ambiental.
A mulher de 49 anos, explicou que tem uma relação afetiva com o animal, segundo ela, o urubu é um presente da falecida mãe: “Quando encontrei Zulu, próximo de um rio, ele estava sem as penas e doente. Comecei a cuidar dele e só depois vi que se tratava de um urubu, mas já havia me apegado. Ele veio em um momento muito difícil na minha vida, logo após a morte da minha mãe. Acredito que o animal é um presente dela, que foi deixado para mim”.
A polícia explicou que mesmo que o animal esteja em bom estado de saúde, é crime ambiental manter um urubu em cativeiro. A pena pode chegar até um ano de prisão, além de uma multa de R$500. “Recebemos a denúncia do caso no nosso portal da internet e ficamos surpresos por se tratar de um caso atípico. Vimos o amor que ela tem pelo bicho, compreendemos a história de Lúcia, mas é preciso cumprir a lei. Por isso ela foi detida e o animal apreendido. O delegado vai decidir o futuro do animal a curto prazo, depois de avaliar uma série de questões. Só depois saberemos se ela poderá continuar cuidando do bicho ou se ele será solto no seu habitat natural” disse o sargento Wesley Chaves.
Mesmo depois da prisão, Lúcia não tem a intenção de abrir mão do pássaro: “A única pessoa que vai escolher qual será o seu destino, será o próprio Zulu, ele é o dono da sua liberdade, e vai decidir se quer ou não ficar comigo. Minha mãe deixou uma propriedade na zona rural de Ipatinga, vou para lá com ele, e a escolha será feita. Vou respeitar caso ele prefira ficar na natureza” disse ela.
Ela foi denunciada depois de postar fotos no Facebook ao lado do urubu. “As pessoas se incomodam com a felicidade dos outros. Mas a denúncia não vai me impedir de ficar com meu filho”, concluiu ela. (BHZ)

