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Nenhuma mulher preside as Câmaras Municipais das capitais do Brasil

Nenhuma mulher preside as Câmaras Municipais das capitais do Brasil

Foto: Karoline Barreto/CMBH

Ainda que tenha tido um aumento na representatividade feminina dentro da política brasileira, as mulheres seguem não conseguindo ocupar alguns espaços. Segundo levantamento da Folha de S. Paulo, nenhuma mulher preside câmara municipal nas 27 capitais estaduais do Brasil.

Segundo o relatório divulgado pela Folha, a capital que se destaca é Florianópolis (SC), por ter maior representação feminina na câmara municipal, com seis mulheres dentre os 23 legisladores da cidade (26,1%). Na outra ponta está a capital do Mato Grosso do Sul, Campo Grande, com apenas uma do total de 29.

As mulheres constituem a maioria do eleitorado brasileiro, dos mesários voluntários e do público que comparece às eleições. No entanto, essa realidade não é reproduzida nos espaços de poder.

Divulgado em março deste ano, um levantamento realizado a partir de dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que somente 45 cidades entre as 5.568 que realizaram eleições municipais em 2020 têm maioria de mulheres na composição das câmaras de vereadores, valor que não chega a 1% do total dos municípios.

A maior parte dessas cidades é pequena, com menos de 15 mil habitantes, e é administrada por prefeitos homens. Em 2016, essa proporção era ainda menor: apenas 24 municípios elegeram mais mulheres do que homens para as câmaras municipais. Em média, pouco mais de 13% das vagas dos legislativos dos municípios estavam ocupadas por mulheres. Com as Eleições 2020, esse percentual subiu para 16%, mas 933 cidades não tiveram candidatas eleitas ao cargo de vereança e apenas 663 elegeram prefeitas.

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