Em missa de celebração do Domingo de Ramos, na Praça de São Pedro, na manhã desde domingo (29), o Papa Leão XIV fez apelo contra a guerra no Oriente Médio. Em sua fala, rezou pelos cristãos da região e condenou o uso de Deus como justificativa para conflitos bélicos.
Diante multidão que se aglomerou na Praça São Pedro, no Vaticano, Leão XIV afirmou que Deus é o “Rei da paz” e, por isso, rejeita a violência e acolhe os oprimidos. “Meus irmãos e irmãs, este é o nosso Deus: Jesus, Rei da Paz, que rejeita a guerra e a quem ninguém pode usar para justificá-la”, disse. “Ele não escuta as orações de quem faz a guerra, mas as rejeita”, afirmou, assim, o pontífice.
No momento em que a Guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã chega à marca de trinta dias, e que a Guerra na Ucrânia segue sem resolução, o líder do mundo católico fez apelo pela paz. Falando especificamente dos cristãos da região do Oriente Médio, o papa Leão XIV afirmou que estão “sofrendo as consequências de um conflito atroz” e que, “em muitos casos, não conseguem viver plenamente os ritos destes dias santos”.
Segundo o Patriarcado Latino, neste domingo a polícia de Jerusalém, sob comando do estado de Israel, impediu a entrada de uma liderança católica na Igreja do Santo Sepulcro. Essa, portanto, foi a primeira vez em séculos que a celebração do Domingo de Ramos não pôde ocorrer no local onde houve a crucificação de Cristo.
Na tradição cristã, o Domingo de Ramos marca a entrada de Jesus em Jerusalém, dias antes de sua crucificação, que é representada pela Sexta-Feira Santa.

