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No Domingo de Ramos, papa Leão XIV condena uso de Deus para justificar guerras

No Domingo de Ramos, papa Leão XIV condena uso de Deus para justificar guerras

Foto do papa Leão XIX em celebração no último dia 15 de março. Foto: Vatican Media

Em missa de celebração do Domingo de Ramos, na Praça de São Pedro, na manhã desde domingo (29), o Papa Leão XIV fez apelo contra a guerra no Oriente Médio. Em sua fala, rezou pelos cristãos da região e condenou o uso de Deus como justificativa para conflitos bélicos.

Diante multidão que se aglomerou na Praça São Pedro, no Vaticano, Leão XIV afirmou que Deus é o “Rei da paz” e, por isso, rejeita a violência e acolhe os oprimidos. “Meus irmãos e irmãs, este é o nosso Deus: Jesus, Rei da Paz, que rejeita a guerra e a quem ninguém pode usar para justificá-la”, disse. “Ele não escuta as orações de quem faz a guerra, mas as rejeita”, afirmou, assim, o pontífice.

No momento em que a Guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã chega à marca de trinta dias, e que a Guerra na Ucrânia segue sem resolução, o líder do mundo católico fez apelo pela paz. Falando especificamente dos cristãos da região do Oriente Médio, o papa Leão XIV afirmou que estão “sofrendo as consequências de um conflito atroz” e que, “em muitos casos, não conseguem viver plenamente os ritos destes dias santos”.

Segundo o Patriarcado Latino, neste domingo a polícia de Jerusalém, sob comando do estado de Israel, impediu a entrada de uma liderança católica na Igreja do Santo Sepulcro. Essa, portanto, foi a primeira vez em séculos que a celebração do Domingo de Ramos não pôde ocorrer no local onde houve a crucificação de Cristo.

Na tradição cristã, o Domingo de Ramos marca a entrada de Jesus em Jerusalém, dias antes de sua crucificação, que é representada pela Sexta-Feira Santa.

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