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“Nossa cidade hoje carece de políticos que vão em busca de recursos”, diz Neidson

Durante a reunião ordinária na Câmara de Itabira, na tarde desta terça-feira, 7 de março, o presidente Neidson Freitas (PP) comentou que na atual situação econômica da Prefeitura, os políticos da cidade terão de ir em busca de recursos com deputados, governador e até presidente. 

Como não houve reunião de comissões na semana passada, por conta do carnaval, a pauta do dia ficou esvaziada, mas isso não impediu que o encontro seguisse até volta de 17h.

A fala dele foi motivada após o vereador Weverton Andrade “Vetão” (PSB) anunciar ter conseguido com o deputado federal Franklin Lima (PP) recursos para o Conselho Tutelar de Itabira. De acordo com Neidson, o município precisa desse trabalho para conseguir verbas em todas as esferas públicas.

“A nossa cidade hoje carece de políticos que vão em busca de recursos para captar benefícios e buscar aquilo que é de direito nosso, coisa que ao longo do tempo não vem acontecendo. Então, façam uso da influência política de vossas senhorias. Corram atrás dos deputados, corram atrás dos governadores, presidente, aqueles que tiverem acesso,  e trazem aqui para nossa cidade esses benefícios”, afirmou.

Neidson ainda falou que Itabira não vive mais “tempos de ouro” e que sempre foi vista como independente perante aos governantes. “Essa cidade perante aos olhos do estado, do governo federal, sempre foi vista como uma cidade rica, onde resolvia tudo e não precisava de nada. E o dinheiro do nosso próprio contribuinte sempre assumiu todas as obrigações, incluisve as obrigações  do estado e governo federal”, afirmou.

Desconhecimento

O presidente da Casa ainda lembrou do tempo em que trabalhou no Governo de Minas para falar que os políticos de Itabira desconheciam que poderiam negociar verbas com o poder estadual. “Nossa cidade muitas vezes deixa de receber benefícios sem saber que eles existem. Tive a oportunidade de trabalhar no governo do estado. Trabalhava atendendo vereadores e prefeitos, e via o tanto que a classe política de Itabira era pouco influente. Lá não ia quase ninguem buscar e solicitar nada”, contou.

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