Duas pessoas foram presas em flagrante, pelo crime de moeda falsa, durante uma operação da Polícia Federal, na tarde desta terça-feira (3), em Itabira. Um dos detidos estava em seu local de trabalho, na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade. O outro estaria em casa no momento da abordagem policial, no bairro Areão. Um terceiro indivíduo também foi preso, na mesma operação, na cidade mineira de Florestal.
A PF informou que, em Itabira, um dos homens estava de posse de um pacote contendo 31 notas falsificadas, sendo uma de R$ 200 (duzentos reais) e as outras 30 de R$ 10 (dez reais), totalizando R$ 500 (quinhentos reais). O outro detido foi encontrado com nove notas falsas: oito de R$ 100 (cem reais) e uma de R$ 200 (duzentos reais), somando o valor total de R$ 1 mil.
Na cidade de Florestal, o homem capturado pela polícia estava com uma encomenda contendo 16 notas falsificadas. Dessas, cinco eram cédulas de R$ 100 (cem reais) e 11 de R$ 50 (cinquenta reais). Assim, ele estava de posse de um total de R$ 1.050 (mil e cinquenta reais) em notas falsas.
Todos os homens presos foram encaminhados para a Superintendência Regional da Polícia Federal e autuados, em flagrante, pelo crime de moeda falsa. A PF informou, ainda, que os presos foram levados para Complexo Penitenciário Nélson Hungria, em Contagem, onde ficarão à disposição da Justiça Federal.
Nota de esclarecimento
A Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade divulgou uma nota de esclarecimento sobre a abordagem policial realizada em suas dependências. Leia na íntegra:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
A Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA) foi surpreendida no início da tarde desta terça-feira (3) com a condução policial de um funcionário. A superintendência da FCCDA ainda não obteve informações precisas a respeito da situação, mas o que se sabe até agora é de que é um assunto particular do funcionário, não tendo relação com as funções exercidas na FCCDA. A Fundação aguarda posicionamento oficial das autoridades de segurança para adotar as medidas cabíveis.
Operação Mamom
As prisões efetuadas em Itabira e Florestal fazem parte das ações previstas na “Operação Mamom” que visa o combate à comercialização e aquisição de cédulas falsas. O nome a operação vem do termo que aparece na Bíblia para se referir a bens terrenos. A palavra “mamom” é uma transliteração do aramaico “mamon” e significa, literalmente, “dinheiro” ou “riqueza” e é associada à ideia de “ganho desonesto” ou “posses de origem iníqua”.
De acordo com o Código Penal Brasileiro, os crimes assimilados ao de moeda falsa estão previstos no artigo 289 e incluem “falsificar, fabricando-a ou alterando-a, moeda metálica ou papel-moeda de curso legal no país ou no estrangeiro”. A pena prevista é de três a doze anos de prisão, além de multa.

