A semana começou com uma grande notícia para a ciência. Na manhã desta segunda-feira (23), a AstraZeneca publicou resultados animadores quanto ao teste da vacina produzida junto à Universidade de Oxford, na Inglaterra. De acordo com o laboratório, a vacina apresentou uma eficácia média de 70% no combate ao coronavírus. Em algumas das mais de 20 mil pessoas que participaram dos testes até aqui, a vacina de Oxford se mostrou até 90% eficaz.
Enquanto a taxa de 70% foi apresentada em voluntários que tomaram duas doses da vacina, a de 90% ocorreu em pessoas que receberam uma dose inteira e outra fracionada. A AstraZeneca não soube precisar o porquê desta variação. Os números divulgados se referem às fases 2 e 3 dos testes realizados no Brasil e no Reino Unido.
Além dos dois países, os ensaios clínicos também estão sendo conduzidos na Argentina, Japão, Estados Unidos e outras nações. A expectativa é de que até 60 mil pessoas participem dos testes. A próxima etapa da vacina de Oxford é ser aprovada por alguma agência reguladora britânica. De acordo com a jornalista Helen Braun, da BandNews, o secretário de saúde do Reino Unido, Matt Hancock, acredita que a vacina de Oxford pode começar a ser aplicada antes mesmo do natal.
Vantagens
A vacina produzida pela Universidade de Oxford e a AstraZeneca possui algumas vantagens em relação às suas “rivais”. A mais importante é o preço: ela custa cerca de R$ 15 a dose. Até por isso, a Fiocruz deseja produzir 200 milhões de doses em 2021. Além disso, o medicamento pode ser armazenado a temperaturas entre 2º e 8ºC, algo que facilita o armazenamento nos postos de saúde.
