Dentro das ciências ecônomicas, um dos elementos mais estudados pela área é o uso da moeda através da história. Não se sabe qual é a origem do dinheiro em si, e historiadores ao lado de antropólogos e arqueólogos buscam por essa resposta há décadas. Mas o que se sabe é que a partir do momento em que trocar arrobas de gado por centenas de quilos de grãos tornou-se um fado, a moeda começou a tomar a sua conhecida forma em cunha a partir de metais preciosos como ouro e prata.
Mas mesmo estas moedas em metal precioso começaram a se tornar cada vez mais impraticáveis em uso. Conforme o uso das moedas avançava pelas sociedades antigas, seu valor inerente também era perdido, com os metais preciosos sendo deixados de lado e trocados por ligas cada vez mais baratas. Até o momento em que as moedas tornaram-se também pesadas demais para serem carregadas pelas ruas dos grandes pólos comerciais da Europa e do resto do mundo, dando espaço para o surgimento do papel-moeda – que em sua origem, era um título de dívida entre pessoas ou instituições.
E nos últimos anos, o papel-moeda está evoluindo mais uma vez. A introdução das criptomoedas como o Ethereum (eth) entre o grande público, não só como um ativo que pode ser negociado em mercados financeiros via grandes corretoras como a AvaTrade, mas como uma moeda de troca de fato, traz um novo panorama à economia em si. Afinal moedas como o Ethereum são não apenas ativos valiosos, mas também carregam liquidez em alguns mercados que se assemelha às nossas moedas convencionais.
O Ethereum e outras criptomoedas têm também outra grande vantagem sobre o papel-moeda convencional: a possibilidade de “descentralizar” o domínio dos bancos centrais sobre os meios de troca que giram a economia. Esse é um dos grandes motivos por trás do investimento a partir do Facebook na sua própria criptomoeda, a Libra, que tem lançamento previsto para o ano que vem. A moeda ainda tem como “lastro” o investimento em títulos do tesouro de grandes governos, incluindo o governo estadunidense. Mas sua premissa é de se tornar uma espécie de “moeda global” e totalmente digital para o uso em países desenvolvidos e em desenvolvimento.
Outra vantagem notável é o aspecto da segurança. Infelizmente os “ciberataques” ainda são uma realidade do mundo corporativo, principalmente em empresas que fazem parte de setores com alto valor agregado como óleo e gás. Geralmente, o que está atrás da vulnerabilidade dos ataques que estas empresas sofrem é uma arquitetura de proteção antiquada, uma vez que a segurança acaba não sendo o foco de investimento destas grandes corporações até um “ciberataque” atingi-los.
Já as criptomoedas tem em sua complexa criptografia uma proteção inerente. Não por menos que grandes empresas, como a Microsoft e a Intel, estão usando a tecnologia por trás do Ethereum para desenvolverem soluções de software com um alto grau de proteção contra ataques.
E o que é talvez o aspecto mais notável na possibilidade de tornar as criptomoedas algo a ser utilizado no nosso dia-a-dia, é o fato da moeda e da cédula estarem cada vez mais em desuso ao passar dos anos. Muitas vezes diz-se que o “dinheiro está a passos de dar fim”, mas esta expressão está errada: temos mais dinheiro do que nunca no mundo hoje em dia, e fazemos também muito mais transações do que no passado. Mas não fazemos mais tais trocas com moedas e cédulas, como era o caso até algumas dezenas de anos atrás.
Enquanto os cartões de crédito e débito foram os grandes responsáveis por esta revolução, outro “impulsionador” foi justamente a tecnologia desenvolvida para permitir que as trocas de informações entre contas de diferentes bancos fosse feita de maneira quase que instantânea a partir do momento que as transações são executadas. Esta tecnologia foi “lapidada” pelo blockchain que se encontra no centro das criptomoedas, onde as transações não mais envolvem os bancos e o banco central como intermediário, e sim toda uma rede de usuários que provém velocidade e segurança a essas movimentações.
Pode parecer que as criptomoedas ainda estão afastadas demais do grande público para esse tipo de desenvolvimento acontecer. Mas como aconteceu com o “abandono” das moedas e das cédulas, podemos estar a alguns anos afastados de termos as famigeradsa “máquininhas” de cartão aceitando também criptomoedas como meio de pagamento.

