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Novas profissões em situação de riscos podem ganhar o direito ao porte de arma

Profiossinais com exposição a riscos podem conquistar o direito ao porte de armas de fogo- Foto: Ilustração/Pexels

Volta a ganhar força no Congresso Nacional o debate sobre ampliação do porte de arma para determinadas categorias profissionais.

Projetos nesse sentido tramitam na Câmara dos Deputados e Senado Federal com a intenção de incluir trabalhadores em profissão de risco que poderão solicitar autorização para o porte de arma de fogo.

Embora alguns projetos já tenham avançado em comissões importantes, nenhum deles se encontra em vigor e, para que passem a valer, a redação ainda precisa ser aprovadas pelo Legislativo e sancionados pelo presidente da República.

Entre as categorias que podem ser beneficiadas estão agentes de trânsito, fiscais ambientais, servidores dos órgãos de defesa do consumidor e profissionais da segurança privada.

A justificativa dos parlamentares ao projeto é o de que os trabalhadores enfrentam situações de risco semelhantes às vividas por agentes de segurança pública durante fiscalizações e operações de campo.

A diferença entre o porte de arma e a posse de arma

A posse permite que o cidadão mantenha a arma dentro da residência ou em local de trabalho autorizado.

O porte concede o direito de transportar e circular com o armamento em locais públicos, respeitando as exigências estabelecidas pela legislação, sujeito a regras mais rigorosas e dependendo de autorização específica das autoridades competentes.

Agentes de trânsito podem ser contemplados

O Projeto de Lei nº2.160/2023 prevê a regulamentação nacional da categoria com a possibilidade de porte de armas para profissionais que atuam em atividades operacionais, ostensivas e de fiscalização em vias públicas, podendo enfrentar conflitos durante abordagens, operações e ações de fiscalização, mas o profissional terá que passar por treinamento especializado, avaliação psicológica e mecanismos de controle do armamento.

Fiscais ambientais

São profissionais que costumam atuar em regiões isoladas e muitas vezes enfrentam grupos envolvidos em crimes ambientais, como o desmatamento ilegal, garimpo clandestino, pesca irregular, extração ilegal de madeira e outras infrações em áreas de difícil acesso.

Servidores do Procon

Profissionais que, durante fiscalizações e autuações podem enfrentar hostilidade e ameaças relacionadas ao exercício da função.

Segurança privada

Trabalhadores que podem se tornar alvo de retaliações em razão da atividade que exercem.

A autorização não será automática

As propostas mantêm uma série de exigências:

Avaliação psicológica periódica;

Capacitação técnica para manuseio de armas;

Ausência de antecedentes criminais;

Fiscalização contínua pelos órgãos responsáveis;

Controle e registro do armamento;

Cursos de atualização e reciclagem.

*Fonte: Tribuna de Minas

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